Clubes que disputarão a primeira fase da Copa do Brasil encaminharam, nesta semana, um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitando a redefinição das cotas de participação na competição. O documento, direcionado ao presidente Samir Xaud, tem a assinatura da maioria das equipes envolvidas na etapa inicial do torneio.
O movimento foi iniciado por Galvez e Vasco-AC logo após a divulgação oficial das premiações para a edição de 2026. Diferentemente de temporadas anteriores, quando clubes da Série D recebiam cerca de R$ 800 mil na primeira fase, o valor definido para este ano foi reduzido para R$ 400 mil por equipe.
Argumentos
No ofício, os clubes justificam o pedido com base no aumento dos custos operacionais. Entre os pontos destacados estão despesas com transporte, hospedagem, alimentação, materiais esportivos e encargos trabalhistas.
Também são citadas a inflação acumulada e a elevação dos custos logísticos. Segundo as equipes, a cota de participação tem papel estratégico para a manutenção financeira e competitiva dos clubes emergentes. Até o fechamento desta matéria, a CBF não havia se manifestado oficialmente sobre o pedido.
Modelo atual
De acordo com o modelo divulgado pela CBF, serão distribuídos R$ 11,2 milhões para os 28 clubes que disputam a primeira fase, com R$ 400 mil destinados a cada equipe.
Na segunda fase, os 14 classificados receberão R$ 830 mil cada, somando R$ 11,620 milhões. Ao todo, as duas etapas iniciais movimentam R$ 22,820 milhões em premiações.
Proposta
Os clubes pedem a redistribuição dos valores, sem alterar o montante total investido pela CBF nas duas fases. A sugestão é que a cota da primeira fase passe de R$ 400 mil para R$ 700 mil por equipe, totalizando R$ 19,6 milhões nesta etapa.
Para manter o valor global de R$ 22,820 milhões, a proposta prevê que cada time classificado à segunda fase receba R$ 230 mil.
Outra alternativa apresentada foi a inversão das cotas, com R$ 830 mil pagos já na primeira fase e R$ 400 mil na segunda. No entanto, os clubes reconhecem que, nesse formato, o investimento total da CBF seria maior.
O pedido agora aguarda posicionamento da entidade que organiza a competição.