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Marcos Monturil

Coluna dedicada aos bastidores do esporte, com análises, opiniões e comentários sobre os principais acontecimentos dentro e fora dos campos.

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Memphis amplia exigências e trava negociação para seguir no Corinthians

Atacante holandês apresenta novas condições para renovar contrato, aumenta garantias financeiras e gera incômodo na diretoria alvinegra.

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  • Memphis Depay exige reajuste de 10% em salários, direitos de imagem e receitas de marketing.
  • Corinthians propõe quitar dívida de R$ 45 milhões em quatro parcelas, mas jogador quer cláusula de juros e multas.
  • Atacante pede participação em premiações por desempenho, mesmo após saída do elenco.
  • Estafe do jogador exige 20% das premiações do clube, rejeitado pelo Corinthians.
  • Novas exigências geram tensão interna, mas permanência de Depay é defendida por parte da cúpula.
Imagem ilustrativa | Divulgação

A negociação entre Corinthians e Memphis Depay ganhou um novo capítulo de tensão. Depois de receber duas propostas de renovação contratual do clube, o atacante holandês apresentou uma série de novas exigências que aumentam significativamente o custo do acordo e provocaram insatisfação entre dirigentes alvinegros.

Um dos principais pontos da negociação envolve a dívida que o Corinthians possui com o jogador. O valor, estimado em cerca de R$ 45 milhões, será quitado em quatro parcelas semestrais, conforme entendimento entre as partes. No entanto, o estafe de Memphis quer incluir uma cláusula que prevê a retomada do valor original da dívida, com incidência de multa, juros e correção monetária, caso qualquer parcela seja paga com atraso.

Além da proteção sobre os débitos já existentes, o atacante também deseja que o novo contrato estabeleça multa de 10% e juros mensais de 1,5% para eventuais atrasos em pagamentos futuros.

As exigências não se limitam às garantias financeiras. O estafe do jogador também solicitou um reajuste de 10% sobre salários, direitos de imagem e receitas de marketing. Segundo a proposta apresentada, esse percentual seria destinado ao empresário do atleta.

Outro ponto que gera divergência é a verba de marketing prevista no contrato. O Corinthians pretende levantar aproximadamente R$ 14 milhões por meio de ações comerciais envolvendo Memphis, mas o jogador exige receber integralmente esse valor, independentemente do sucesso do clube na captação de patrocinadores ou parceiros.

As negociações também esbarram nas premiações por desempenho esportivo. O atacante mantém o pedido para receber participação financeira caso o Corinthians conquiste o Mundial de Clubes, mesmo que ele já não faça parte do elenco quando a competição for disputada.

Além disso, a equipe que representa Memphis propôs que o jogador passe a receber 20% das premiações conquistadas pelo clube em caso de títulos. O Corinthians rejeitou esse modelo e apresentou uma contraproposta baseada no cumprimento de metas de participação em jogos.

Internamente, as novas exigências causaram desconforto. Dirigentes avaliam que o estafe endureceu as negociações justamente em um momento em que Memphis ganhou ainda mais protagonismo no elenco, especialmente após a lesão de Yuri Alberto.

Apesar da resistência de parte da diretoria, a permanência do atacante continua sendo defendida por integrantes da cúpula do futebol do clube, que reconhecem a importância técnica do camisa 10 para a sequência da temporada.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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