O ex-goleiro Doni, que defendeu a Seleção Brasileira e o Corinthians, é alvo de processos judiciais nos Estados Unidos por acusações de golpes ligados a investimentos imobiliários. Aos 46 anos, Doni foi convocado para prestar esclarecimentos à Justiça da Flórida após prometer retornos financeiros com empreendimentos no exterior que, segundo as ações, não foram cumpridos.
Natural de Ribeirão Preto (SP), Doni iniciou a carreira profissional em 1999 no Botafogo-SP, clube que o projetou para o futebol nacional. O desempenho chamou a atenção do Corinthians, onde atuou em 101 partidas e participou das conquistas da Copa do Brasil de 2002 e do Campeonato Paulista de 2003.
Passagens por clubes e Seleção Brasileira
Até 2005, o goleiro também defendeu Santos, clube pelo qual conquistou o Campeonato Brasileiro de 2004, além de Cruzeiro e Juventude. Em seguida, Doni se transferiu para a Roma, da Itália, onde permaneceu até 2011 e conquistou três títulos. Foi nesse período que chegou à Seleção Brasileira, venceu a Copa América de 2007 e integrou o elenco da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
Após a experiência italiana, Doni foi contratado pelo Liverpool, onde permaneceu até 2012. A passagem pelo clube inglês foi curta, com apenas quatro jogos disputados, e ficou marcada por uma parada cardiorrespiratória, episódio que influenciou diretamente no encerramento da carreira. Em 2013, ele retornou ao Brasil com a intenção de se aposentar no Botafogo-SP, mas deixou os gramados por problemas cardíacos.
Atuação fora dos gramados
Depois da aposentadoria, Doni passou a atuar como empresário. Em 2017, criou um parque temático de dinossauros em Campinas (SP) e, posteriormente, envolveu-se no setor imobiliário internacional por meio da empresa D32, da qual é sócio junto com o brasileiro Werner Macedo.
Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, a D32 captava recursos no Brasil e no exterior com a promessa de rendimentos de até 15% ao ano, a partir da construção de imóveis residenciais na Flórida. Documentos do Tribunal da Flórida indicam que Doni e o sócio foram intimados a comparecer a uma audiência no Fórum de Orlando, marcada para esta terça-feira (10), para tratar de uma dívida de US$ 59 mil (cerca de R$ 309 mil).
A ação foi movida por duas moradoras de Orlando. Caso os réus não compareçam à audiência, o juiz pode determinar prisão por descumprimento de ordem judicial, conforme a legislação americana. Eventual mandado, se expedido, tem validade apenas em território dos Estados Unidos.