Em liberdade condicional desde 2023, após condenação no caso Eliza Samudio, o goleiro Bruno Fernandes foi titular na estreia pelo Vasco-AC e teve atuação decisiva, embora insuficiente para evitar a eliminação.
A equipe acreana empatou por 1 a 1 com o Velo Clube de São Paulo no tempo regulamentar, na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou derrotada por 3 a 2 na disputa por pênaltis, dando adeus à competição ainda na primeira fase da Copa do Brasil. Bruno defendeu duas cobranças e ainda converteu uma penalidade. No entanto, o Vasco-AC desperdiçou três chutes, o que confirmou a eliminação da equipe.
Mal-estar em campo preocupa, mas goleiro retorna ao jogo
Aos 21 minutos do primeiro tempo, Bruno sofreu um mal-estar súbito e caiu no gramado, exigindo atendimento médico imediato. Durante a paralisação, companheiros abanaram o jogador com as camisas para amenizar o calor intenso.
Segundo a equipe médica do clube, o goleiro apresentou alteração na pressão arterial, possivelmente em razão do desgaste físico. O atendimento durou cerca de dois minutos. Após se recuperar, ele optou por permanecer em campo e seguiu normalmente até o fim da partida.
Clube tem jogadores investigados por suspeita de estupro
Bruno não é o único atleta do elenco a enfrentar problemas judiciais. Quatro jogadores do Vasco-AC são investigados pela Polícia Civil do Acre por suspeita de estupro coletivo contra duas mulheres. O caso teria ocorrido na madrugada de sexta-feira (13), no alojamento do clube, em Rio Branco. As investigações seguem em andamento.
Além disso, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com homenagens aos jogadores envolvidos no caso. Os companheiros de equipe seguraram, em mãos, as camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos pelo crime no alojamento do time de Rio Branco.
Situação judicial regularizada antes da estreia
Antes de entrar em campo, Bruno regularizou sua situação relacionada à liberdade condicional. O ex-goleiro do Flamengo compareceu ao Patronato Magarinos Torres, em São Gonçalo (RJ), e também à Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O atleta chegou a correr risco de perder o benefício da condicional por atraso na apresentação às autoridades, mas conseguiu regularizar a situação a tempo de atuar na Copa do Brasil.