Ver Resumo
- Tainá Maranhão é destaque do Palmeiras na temporada e recebeu seis ofertas de equipes estrangeiras.
- O clube descarta negociar a jogadora, considerando sua permanência estratégica para o desenvolvimento da atleta e do time.
- A maior venda do futebol feminino é atualmente detida pela meio-campista Grace Geyoro, negociada por 1,93 milhão de dólares em 2020.
- O Palmeiras já figura entre as maiores vendas da história e destinou recursos para a construção de um Centro de Excelência exclusivo para o futebol feminino.
Destaque do Palmeiras na temporada, Tainá Maranhão vive grande fase e desperta interesse internacional. Aos 21 anos, a atacante disputa a artilharia do Brasileirão Feminino e se consolida, desde o último ano, como peça-chave na evolução da equipe entre as candidatas ao título.
A movimentação no mercado da bola já se traduz em propostas concretas. Segundo o diretor de futebol feminino do clube, Alberto Simão, a jogadora recebeu seis ofertas oficiais de equipes do exterior. As propostas oficiais são de um clube espanhol, um mexicano, três americanos e um inglês, de acordo com o dirigente.
Potencial de venda histórica
Simão foi além e indicou o potencial histórico de uma eventual negociação.
A Maranhão já tem a maior venda do mundo. Seria a maior venda do mundo.
Atualmente, o recorde de transferência no futebol feminino pertence à meio-campista Grace Geyoro, negociada do Paris Saint-Germain para o London City por 1,93 milhão de dólares (cerca de R$ 9,6 milhões).
O próprio Palmeiras já figura entre as maiores vendas da história. Em outubro do ano passado, o clube alcançou a quinta posição no ranking ao negociar Amanda Gutierres com o Boston Legacy, dos Estados Unidos, por 1,1 milhão de dólares, além de bônus.
Os recursos foram destinados à construção de um Centro de Excelência exclusivo para o futebol feminino, cuja inauguração está prevista para esta semana.
Permanência como prioridade
Apesar do interesse internacional, o Palmeiras descarta negociar Tainá Maranhão neste momento. A avaliação interna é de que a permanência é estratégica para o desenvolvimento da atleta e do clube.
A gente entende, não pelo valor, que o Palmeiras é muito importante para ela ainda para buscar oportunidade de Seleção, continuar fazendo história no clube e fazer uma grande Copa do Mundo.
O dirigente reforçou que não há uma cifra estipulada para a saída da jogadora e destacou o alinhamento com o projeto esportivo.
Não existe hoje um valor para a Maranhão. A gente fala que ela não sai do Palmeiras, existe um projeto para ela. O que é importante? É a atleta entender se o projeto é bom para ela também. Ela sabe o que ela precisa evoluir ainda. Vai nos dar um retorno não só financeiro como técnico. Fico muito feliz quando a Maranhão, a Raissa, entendem que o melhor para a carreira delas é ficar.
Por fim, Simão indicou que a prioridade do clube é manter suas principais jogadoras.
Não nos interessa agora desfazer de grandes jogadoras. Nos interessa fortalecer o time.