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Leila diz que Vasco fará “grande negócio” se fechar com Lamacchia e nega envolvimento

Enteado de Leila Pereira negocia compra da SAF do clube carioca por mais de R$ 2 bilhões; saiba mais.

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  • Leila Pereira defende modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como mais adequado para clubes.
  • A presidente do Palmeiras afirma que seu enteado, Marcos Lamacchia, está negociando a compra da SAF do Vasco da Gama por R$ 2 bilhões.
  • 777 Partners ingressou com interpelação judicial para tentar impedir a venda da SAF do Vasco a Lamacchia, afirmando detentar 70% das ações.
  • A decisão judicial de 15 de maio de 2024 suspendeu os efeitos do contrato entre o Vasco e a 777 Partners, permitindo que o clube associativo reassumisse a gestão da SAF.
Pedrinho, presidente do Vasco, e Leila Pereira, presidente do Palmeiras | Foto: Anderson Romão/AGIF
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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, comentou a negociação envolvendo seu enteado, Marcos Lamacchia, e a possível compra da SAF do Vasco da Gama. Em março, as partes avançaram em um acordo estimado em mais de R$ 2 bilhões para a aquisição de 90% dos ativos do departamento de futebol.

Em entrevista ao podcast POD_i, apresentado por Andréia Sadi, a dirigente afirmou que não participa das tratativas, mas elogiou o familiar e disse acreditar no potencial do negócio.

Eu não tenho nada com isso. O meu enteado está negociando com o Vasco, sim. Meu enteado tem a vida completamente independente do pai dele. Ele não trabalha conosco. É totalmente independente. É uma pessoa correta. Eu não inspiro só mulheres, eu também inspiro homens. Qualquer clube que tiver meu enteado como dono, será um grande negócio. É uma pessoa com capacidade de erguer qualquer clube. Acho um grande negócio. Ele está em tratativas ainda, eu não me envolvo.

MARCOS FARIA LAMACCHIA, EMPRESÁRIO interessado na saf do vasco | REPRODUÇÃO/LINKEDIN

Defesa do modelo de SAF

Apesar de presidir um clube associativo, Leila Pereira também fez uma defesa do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Para ela, a estrutura empresarial é mais adequada para dar continuidade aos projetos esportivos.

Não vejo futuro nesses clubes associativos. Sou adepta ao clube-empresa. Acho que para ter continuidade o clube precisa ter um dono. Nesses clubes associativos o presidente se deixa levar muito levar pela política, está sempre preocupado para o voto.

Disputa jurídica pela SAF do Vasco

Paralelamente à negociação, a empresa 777 Partners, por meio da subsidiária 777 Carioca, ingressou com uma interpelação judicial para tentar impedir a venda da SAF do Vasco a Marcos Lamacchia.

A companhia sustenta que ainda detém 70% das ações da SAF do clube, sendo 39% já subscritas, e afirma que não há controvérsia sobre a titularidade das ações no âmbito do procedimento arbitral.

Desde 15 de maio de 2024, uma decisão judicial suspendeu os efeitos do contrato entre o Vasco e a 777 Partners, permitindo que o clube associativo reassumisse a gestão da SAF. A empresa americana recorre da decisão, sem sucesso até o momento.

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