- Assessor sênior do presidente da Fifa renunciou após criticar venda de participação na Copa do Mundo.
- Carlos Cordeiro classificou proposta como "mau negócio" e alertou sobre riscos ao futuro do futebol.
- Fifa planeja criar subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares para gerenciar eventos esportivos.
- Plano prevê venda de até 20% da nova empresa a investidores externos e continuidade da consulta.
- Medida ocorre em meio a críticas e ameaça de boicote do futebol europeu e união das confederações.
O assessor sênior do presidente Gianni Infantino renunciou o cargo nesta sexta-feira (31) após a Fifa planejar vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. Carlos Cordeiro classificou a proposta como “um mau negócio”.
Ele estava no cargo desde 2021 e também considera que a Fifa esteja “hipotecando o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente”.
A medida ocorre em meio à ameaça de boicote do futebol europeu e à crescente união das confederações regionais contra o projeto.
MAU NEGÓCIO AO FUTEBOL
Cordeiro é ex-banqueiro e ex-vice-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, Cordeiro diz que a proposta a longo prazo colocará o futuro do futebol em maus negócios.
É um mau negócio para as associações-membro da Fifa, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro de longo prazo do esporte, declarou Cordeiro em comunicado.
CRIAÇÃO DE SUBSIDIÁRIA
A Fifa planeja a criação de uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares, cerca de R$ 101 bilhões, nomeada Fifa Forward Enterprise (FFE). O papel da instituição seria a administração da Copa do Mundo e de outros eventos da entidade. O plano prevê a venda de até 20% da nova empresa a investidores externos.
Mesmo com o aumento das críticas ao plano, a FIFA sinalizou que pretende continuar com a proposta.
Daremos continuidade a esse processo de consulta para garantir que cada associação-membro tenha a possibilidade de expressar seu voto com base nos fatos, informou a Fifa em nota divulgada durante a madrugada na Europa.