- Atendimentos médicos a goleiros caíram 65% no Campeonato Brasileiro após nova regra que reduz jogadores em campo.
- Desde a 23ª rodada, foram 9 atendimentos em 62 partidas, média de 0,145 por jogo, contra 0,409 antes da mudança.
- A nova regra exige que um jogador de linha saia por 60 segundos para atender goleiro, reduzindo a equipe em um jogador.
- Antes da regra, 90% dos atendimentos ocorriam quando a equipe estava empatada ou vencendo, agora 55,6% e 44,4%.
- O goleiro pode ser substituído por decisão do treinador ou do capitão, que deve sair imediatamente após a entrada da equipe médica.
Os atendimentos médicos a goleiros despencaram no Campeonato Brasileiro após a entrada em vigor de uma nova regra que deixa o time com um jogador de linha a menos durante pelo menos um minuto quando o arqueiro recebe assistência em campo.
Desde a 23ª rodada, quando a medida passou a ser aplicada, foram registrados nove atendimentos em 62 partidas, média de 0,145 por jogo. Antes da mudança, eram 88 atendimentos em 215 partidas, média de 0,409. A queda na média é de aproximadamente 65%.
veja Estatísticas
O levantamento considera todas as interrupções de jogo, desde 2022, para a entrada da equipe médica em campo para atender goleiros.
Os números mostram a diferença entre os períodos de 2026:
- Até a 22ª rodada: 88 atendimentos em 215 jogos — média de 0,409 por partida;
- A partir da 23ª rodada: 9 atendimentos em 62 jogos — média de 0,145 por partida.
Ao considerar toda a série histórica desde 2022, foram 805 atendimentos em 1.797 partidas, com média de 0,45 por jogo.
Média chega ao menor nível da série
A média de atendimentos apresentou oscilações ao longo dos últimos cinco anos, mas permaneceu próxima do patamar histórico de 0,46 por partida. Em alguns períodos de 2023 e 2025, a média móvel chegou a superar 0,7 atendimento por jogo.
A partir da 23ª rodada de 2026, porém, a curva apresentou uma queda acentuada e chegou a 0,1 atendimento por partida nas rodadas mais recentes, o menor nível registrado na série histórica.
Confira os números por período:
- 2022: 173 atendimentos — média de 0,455;
- 2023: 167 atendimentos — média de 0,439;
- 2024: 161 atendimentos — média de 0,423;
- 2025: 207 atendimentos — média de 0,544;
- 2026, antes da regra: 88 atendimentos — média de 0,409;
- 2026, após a regra: 9 atendimentos — média de 0,145.
Gráfico de atendimentos a goleiros por jogo desde 2022 no Campeonato Brasileiro | Foto: Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Atendimentos também mudaram de cenário
Antes da mudança, a maioria dos atendimentos ocorreu quando o time do goleiro estava empatando ou vencendo. Foram 717 casos nessa situação, o equivalente a 90% do total, enquanto 79 ocorreram quando a equipe estava perdendo, ou 10%.
Após a adoção da regra, o cenário mudou. Nenhum dos nove atendimentos registrados ocorreu com a equipe à frente no placar. Cinco aconteceram com o jogo empatado, enquanto quatro foram registrados quando o time estava perdendo.
- Empatando ou vencendo antes da regra: 717 (90%);
- Perdendo antes da regra: 79 (10%);
- Empatando após a regra: 5 (55,6%);
- Perdendo após a regra: 4 (44,4%).
Entenda a nova regra
Pela nova regra, um jogador que receber atendimento médico dentro de campo precisa aguardar pelo menos 60 segundos antes de retornar à partida. Nesse período, a equipe fica com um jogador a menos.
Quando o atendido é o goleiro, um jogador de linha precisa deixar o campo durante esse intervalo. A medida foi adotada para combater possíveis paralisações provocadas por atendimentos médicos e evitar que a interrupção seja utilizada para retardar o reinício da partida.
Nesses casos, o jogador que deixará o campo pode ser definido de duas formas: o treinador indica, em até 10 segundos, quem será substituído temporariamente, ou o capitão deixa o gramado assim que a equipe médica entra para atender o goleiro.
Se o goleiro for o capitão, um jogador é previamente sorteado para deixar o campo.