- Bruno Guimarães admitiu sentir impacto do pênalti perdido contra a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo.
- O volante assumiu a cobrança após Matheus Cunha sofrer falta, mas o chute foi defendido pelo goleiro Nyland.
- Bruno explicou que a escolha para bater o pênalti foi definida antes do jogo e que Vini Jr. não era responsável.
- O Brasil foi eliminado após perder por 2 a 1, com dois gols de Haaland e um desconto de Neymar nos acréscimos.
- A Seleção fará três amistosos na nova Super Data Fifa, começando contra a Austrália em Townsville.
O volante Bruno Guimarães falou nesta quarta-feira (23), em Brisbane, sobre o pênalti perdido na eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo. A cobrança aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando a partida ainda estava 0 a 0, e foi defendida pelo goleiro Nyland.
Ao relembrar o lance, Bruno admitiu que ainda sente o impacto do erro, mas afirmou que pretende transformar o episódio em aprendizado.
“É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante.”
assumiu a cobrança
O lance aconteceu logo no início das oitavas de final. Bruno assumiu a responsabilidade depois que Matheus Cunha sofreu a falta dentro da área. O volante bateu no canto direito de Nyland, que conseguiu fazer a defesa.
Para Bruno, o episódio precisa ser encarado como parte do processo de aprendizado no futebol.
“Você, muitas vezes, aprende com a vitória, mas normalmente a gente aprende com a derrota, com aquilo que não deu certo. Que eu possa aprender e seguir a minha luta diária, dos meus sonhos.”
O pênalti teve peso importante no decorrer da partida. O Brasil perdeu por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland no segundo tempo, e acabou eliminado. Neymar descontou de pênalti nos acréscimos, mas a Seleção não conseguiu buscar o empate.
Bruno explica escolha para bater
Após a eliminação, surgiram questionamentos sobre a escolha de Bruno para a cobrança, já que Vini Jr. também estava em campo. O volante explicou que a definição havia sido feita antes da partida e afirmou que o atacante não era o responsável pela penalidade.
“Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu.”
Bruno também lamentou que Vini tenha sido envolvido nos questionamentos depois do lance e voltou a assumir a responsabilidade pela cobrança.
“Fica triste pela cobrança sobre o Vini, mas, no momento, o pênalti delegado foi a mim. Acho que essa é a resposta que eu posso te dar. Fica triste o que aconteceu, não só pelo Vini, pelos outros jogadores, pela nossa torcida, por todo mundo que estava torcendo.”
Volante não pretende se esconder
Mesmo ainda sentindo o peso do erro, Bruno afirmou que não pretende fugir de uma nova cobrança caso tenha outra oportunidade com a Seleção.
“Se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa, representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida.”
Apesar da lembrança ainda dolorosa, o volante disse que tenta usar o episódio para seguir em frente e iniciar um novo ciclo com a Seleção.
“Obviamente, não foi um momento legal. Sofri muito, como eu disse, mas é bola para frente, é pensar. Não dá para mudar o passado, e sim o futuro.”
Brasil terá três amistosos
Com Bruno Guimarães à disposição, o Brasil fará três amistosos na nova Super Data Fifa. Na próxima sexta-feira, a Seleção enfrenta a Austrália, às 7h (de Brasília), em Townsville. As equipes voltam a se enfrentar no dia 29, em Brisbane.
Depois, no dia 3, o Brasil encara a Índia, em Calcutá.