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Ex-boxeador Prichard Colón morre aos 33 anos após passar 11 anos em estado vegetativo

Porto-riquenho sofreu grave lesão cerebral após receber golpes na nuca durante luta em 2015

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  • Ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu aos 33 anos após 11 anos em estado vegetativo, resultado de lesão cerebral em 2015.
  • Colón sofreu golpes na nuca durante luta contra Terrel Williams, em outubro de 2015, nos Estados Unidos, causando hematoma subdural.
  • Após cirurgia, o atleta passou 221 dias em coma e, ao acordar, permaneceu em estado vegetativo dependendo totalmente dos pais.
  • Pai de Colón anunciou sua morte nas redes sociais, destacando o impacto da lesão e a falta de punição para o adversário.
  • Caso gerou críticas ao boxe por permitir golpes ilegais e reacendeu debate sobre riscos de traumatismos cranianos no esporte.
Boxeador Prichard Colón | Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, após passar cerca de 11 anos em estado vegetativo. O atleta sofreu uma grave lesão cerebral durante uma luta em 2015, quando tinha apenas 23 anos, e nunca conseguiu se recuperar dos danos neurológicos.

Colón enfrentava o norte-americano Terrel Williams quando recebeu golpes na parte de trás da cabeça, região considerada ilegal no boxe. Após o combate, o porto-riquenho apresentou tontura e náusea e precisou de atendimento médico.

Golpes na nuca durante a luta

A luta aconteceu em outubro de 2015, nos Estados Unidos. Durante o confronto, Colón recebeu golpes na nuca, enquanto enfrentava Williams.

O boxeador passou mal após o combate e foi levado ao hospital. Exames identificaram um hematoma subdural, causado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio.

A condição exigiu uma cirurgia para aliviar a pressão intracraniana. Apesar do procedimento, os danos neurológicos foram graves e permanentes.

Boxeador Prichard Colón | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Coma durou 221 dias

Após a cirurgia, Colón permaneceu em coma por 221 dias.

Quando recuperou a consciência, o atleta continuou em estado vegetativo e passou a depender integralmente dos pais para atividades básicas do cotidiano.

A família acompanhou sua recuperação durante os anos seguintes e manteve uma rotina de cuidados enquanto Colón permanecia com graves limitações provocadas pela lesão cerebral.

Carreira interrompida aos 23 anos

Antes da luta que mudou sua vida, Colón era considerado uma das promessas do boxe profissional.

Em apenas dois anos de carreira, havia construído um cartel de 23 vitórias, sendo 13 por nocaute, e uma derrota.

Aos 23 anos, porém, sua trajetória no esporte foi interrompida pela lesão sofrida no combate contra Williams.

Pai anunciou a morte

A morte de Colón foi anunciada pelo pai, Prichard Colón Sr., nas redes sociais.

Bom dia a todos. Lamento informar o falecimento do meu filho Prichard. Ele agora está em um lugar melhor. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Na medida do possível, por favor, continuem nos incluindo em suas orações.

A família recebeu ao longo dos anos manifestações de apoio de fãs e integrantes da comunidade do boxe.

Caso gerou cobranças no boxe

Os golpes na nuca são proibidos pelas regras do boxe. Apesar disso, Terrel Williams não recebeu uma suspensão prolongada ou outra punição esportiva significativa pelo episódio.

O caso ganhou repercussão internacional e levou o pai de Colón a cobrar medidas das autoridades responsáveis pelo esporte.

A história de Prichard Colón também reacendeu o debate sobre os riscos de traumatismos cranianos e golpes ilegais no boxe, especialmente diante das consequências que uma única luta pode provocar na carreira e na vida de um atleta.

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