- Fifa nega que Infantino tenha procurado apoio de Trump após fracasso da venda de direitos comerciais.
- Proposta previa venda de 20% dos direitos comerciais da Fifa por até US$ 4,2 bilhões.
- Relação entre Infantino e Trump gerou especulações sobre impacto político na entidade.
- Secretário de Estado dos EUA nega ter marcado reunião com o presidente da Fifa.
- Infantino divulga apoio de federações nacionais em redes sociais.
A Fifa afirmou nesta terça-feira (4) que é "pura ficção" a informação de que o presidente da entidade, Gianni Infantino, teria procurado apoio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o fracasso de um plano para vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo.
A manifestação foi divulgada após o jornal New York Post publicar que Infantino teria tentado, sem sucesso, falar por telefone com Trump desde a última sexta-feira (31), quando a proposta foi abandonada.
Fifa rebate reportagem
Em comunicado enviado à agência Reuters, a entidade negou a informação.
O presidente da Fifa não fez nenhuma ligação para o presidente dos EUA, nem para membros de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção, afirmou a Fifa.
Plano previa venda de participação nos direitos comerciais
A repercussão ocorre após o fracasso da proposta de Infantino de transferir ativos comerciais da Fifa para uma nova empresa com participação de investidores privados.
O projeto previa captar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) por meio da venda de aproximadamente 20% de uma empresa responsável pela gestão dos direitos comerciais de competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
Segundo a Reuters, a proposta enfrentou resistência de diferentes partes interessadas e acabou sendo abandonada.
Impacto político dentro da Fifa
Com o arquivamento do projeto, aumentaram as especulações sobre os possíveis impactos para a liderança de Infantino e sobre suas perspectivas de disputar um novo mandato na presidência da Fifa, para o período de 2027 a 2031.
Nos últimos anos, Gianni Infantino e Donald Trump participaram juntos de eventos ligados ao futebol, incluindo a Copa do Mundo de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá.
Em dezembro de 2025, Infantino entregou a Trump a primeira edição do Prêmio da Paz da Fifa.
A relação também chamou atenção porque a Thrive Capital, empresa fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner — genro de Trump —, era apontada como uma das participantes do projeto comercial proposto pela Fifa.
Secretário de Estado também negou reunião
O New York Post informou ainda que Infantino teria marcado conversas privadas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
No entanto, o secretário de Estado adjunto para Assuntos Públicos Globais, Dylan Johnson, afirmou, em publicação na rede social X, que não havia previsão de encontro entre Rubio e o presidente da Fifa.
Enquanto isso, Infantino tem utilizado o Instagram para divulgar manifestações de apoio de federações nacionais, entre elas as de Sri Lanka, Kuwait, Catar e Marrocos.