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Marcos Lamacchia se compromete a antecipar pagamentos da recuperação judicial do Vasco

Empresário apresentou garantias para antecipar obrigações dos próximos dois anos em meio à incerteza sobre novo financiamento

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  • Empresário Marcos Lamacchia comprometeu-se a antecipar recursos para pagamento das obrigações da Recuperação Judicial do Vasco nos próximos dois anos.
  • Reunião com representantes do Vasco, Administração Judicial e Almirante Participações discutiu situação financeira e novas garantias para o plano.
  • Antecipação dos pagamentos reduzirá pressão sobre o caixa do clube e aumentará segurança para cumprimento das obrigações previstas.
  • Novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões visa preservar atividade da SAF até venda da UPI Equity, mas enfrenta obstáculos judiciais.
  • Almirante Participações apresentou proposta vinculante para venda da SAF, que servirá como referência em processo competitivo.
Empresário Marcos Faria Lamacchia, interessado na SAF do Vasco | Foto: Reprodução/Instagram/Linkedin
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O empresário Marcos Lamacchia se comprometeu a garantir e antecipar os recursos necessários para o pagamento das obrigações da Recuperação Judicial do Vasco previstas para os próximos dois anos.

Representantes do empresário apresentaram garantias para respaldar o compromisso durante uma reunião realizada na quinta-feira (21), que contou com representantes do Vasco, da Administração Judicial, do watchdog, do gatekeeper e da Almirante Participações, empresa ligada a Lamacchia.

A reunião tratou da situação financeira da SAF do Vasco, do novo financiamento DIP e do processo competitivo para a venda da UPI Equity. A informação foi publicada inicialmente pelo portal Colina 1927.

A antecipação permitiria que os credores recebessem agora valores que, pelo cronograma da Recuperação Judicial, seriam pagos ao longo dos próximos dois anos. A medida também reduziria a pressão sobre o caixa do clube e daria maior segurança para o cumprimento das obrigações previstas no plano.

Incerteza sobre o novo financiamento

A proposta surge em meio à preocupação com a situação financeira do Vasco. O clube argumenta na Justiça que os recursos disponíveis para a operação da SAF estão próximos do esgotamento.

Nesse cenário, o novo financiamento DIP, de até R$ 150 milhões, tem como objetivo preservar a atividade da SAF até a conclusão do processo de venda da UPI Equity.

A decisão da juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de travar a liberação do empréstimo causou surpresa nos bastidores e aumentou o temor sobre a capacidade do clube de honrar os vencimentos da Recuperação Judicial.

O advogado Henrique Fragoso, que representa 53 credores e concentra o maior número de CPFs no quadro de credores do Vasco, afirmou que a demora na liberação do empréstimo é prejudicial.

Proposta de Lamacchia pela SAF

A antecipação dos pagamentos deverá ser apresentada à Justiça como uma forma de reforçar a segurança dos credores durante o processo de Recuperação Judicial.

A iniciativa está ligada ao processo de venda da SAF do Vasco. A Almirante Participações apresentou uma proposta vinculante que servirá como stalking horse, expressão usada para definir uma oferta inicial de referência em um processo competitivo de venda.

Com isso, outros interessados ainda poderão apresentar propostas superiores, seguindo as regras que forem estabelecidas para a disputa pela UPI Equity.

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