- Presidente da CBF, Samir Xaud, rejeita proposta de venda de direitos da Copa do Mundo a fundos privados.
- Proposta de Infantino gerou reações contrárias de entidades como Uefa e Concacaf, que boicotaram a ideia.
- CBF ainda não divulgou posição oficial, mas discute com a Conmebol sobre a iniciativa da Fifa.
- Conmebol e Confederação Africana mantêm neutralidade diante da proposta de comercialização dos direitos.
- Samir Xaud afirma que a CBF tomará decisão em bloco com a Conmebol sobre o tema.
O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou nesta quarta-feira (5) que não vê "com bons olhos" a proposta do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de comercializar parte dos direitos da Copa do Mundo a fundos privados. O plano, revelado na semana passada, provocou forte reação no futebol internacional e acabou sendo engavetado por Infantino, que agora enfrenta pressão para deixar o comando da entidade.
Embora a Confederação Brasileira de Futebol ainda não tenha divulgado uma posição oficial sobre o tema, Samir Xaud afirmou, em entrevista, que é pessoalmente contrário à proposta.
Estamos conversando com a Conmebol em relação a este assunto, mas é uma coisa que a gente não vê com bons olhos.
O dirigente ressaltou que a manifestação oficial da CBF será definida em conjunto com a confederação sul-americana, mas voltou a demonstrar resistência à ideia.
Vamos tomar uma decisão em bloco, juntamente com a Conmebol. Mas eu, particularmente, sou um pouco contra essa venda de direitos.
Proposta gerou reação internacional
O projeto de Infantino veio a público após reportagem do jornal britânico The Times, que informou que a proposta foi conduzida de forma reservada, sem conhecimento de parte da própria estrutura da Fifa.
A iniciativa provocou reação imediata de outras entidades do futebol. A Uefa aprovou, por unanimidade entre suas associações filiadas, um boicote às competições organizadas pela Fifa. A Concacaf também rejeitou a proposta, enquanto a Confederação Asiática manifestou apoio à posição dos europeus. Já a Conmebol e a Confederação Africana mantêm, até o momento, uma postura de neutralidade.
Segundo Samir Xaud, a CBF seguirá discutindo o tema com a Conmebol antes de anunciar uma posição institucional sobre a proposta apresentada por Gianni Infantino.