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UEFA mantém boicote à Fifa mesmo após pedido de desculpas e reforça desconfiança em Infantino

Entidade europeia afirma que retratação da Fifa não resolve a crise provocada pelo plano de vender parte de seus direitos a investidores privados

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  • A UEFA manteve o boicote às competições da Fifa após o pedido de desculpas da entidade, que não foi considerado suficiente.
  • A crise começou em julho, quando a Fifa propôs vender parte de seus direitos, ação rejeitada pela UEFA e que gerou ameaça de boicote.
  • A confederação europeia questiona a liderança de Gianni Infantino e a permanência dele na Fifa, aumentando o desgaste da entidade.
  • A UEFA também se opõe à expansão dos torneios da Fifa, alegando que prejudica o descanso dos atletas e aumenta o desgaste físico.
  • A entidade articula boicote ao Mundial de Clubes de 2029, unindo-se à Concacaf e à Confederação Asiática de Futebol.
Gianni Infantino, presidente da Fifa | Foto: Divulgação/Fifa
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A UEFA decidiu manter o boicote às competições da Fifa e a postura de desconfiança em relação ao presidente da entidade, Gianni Infantino, mesmo após o pedido formal de desculpas enviado pela Federação Internacional. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (6) à Sky News.

Segundo a entidade europeia, a retratação da Fifa sobre a tentativa de vender parte de seus direitos a investidores privados não foi suficiente para encerrar o impasse, já que as questões consideradas centrais pela UEFA seguem sem solução.

A Fifa reconheceu que cometeu erros na condução do projeto de venda parcial de seus direitos e encaminhou um pedido formal de desculpas às 211 associações filiadas.

A entidade admitiu falhas no processo, mas, segundo a UEFA, a manifestação não restabeleceu a confiança entre as partes.

Venda de direitos motivou crise

A crise começou em 28 de julho, quando a Fifa apresentou um plano para comercializar parte de seus direitos a investidores privados como forma de ampliar receitas.

A proposta foi rejeitada pela UEFA, que reagiu com a ameaça de boicotar competições organizadas pela entidade e passou a liderar a oposição ao projeto.

Segundo a Sky News, a insatisfação da confederação europeia também se estende à condução de Gianni Infantino, cuja permanência no comando da Fifa passou a ser questionada por dirigentes.

Caso o impasse persista, seleções europeias podem ficar fora da Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para setembro, na Polônia.

Expansão dos torneios amplia desgaste

Além da tentativa de venda de direitos, a UEFA também mantém críticas à expansão das competições promovidas pela Fifa.

A entidade europeia se posiciona contra o aumento do número de participantes da Copa do Mundo e já havia demonstrado resistência à criação da Copa do Mundo de Clubes. Na avaliação da confederação, o calendário reduz o período de descanso dos atletas e aumenta o desgaste físico das equipes.

De acordo com o talkSport, a UEFA articula, em conjunto com a Associação de Clubes Europeus (ECA), um possível boicote ao Mundial de Clubes de 2029. A Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol também manifestaram oposição ao projeto da Fifa.

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