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Presidente do Corinthians trava venda de André ao Milan e clube italiano pode acionar a Fifa

Osmar Stabile decide não assinar acordo encaminhado que previa transferência ao clube italiano por R$ 103 milhões e faz críticas a saída do atleta

André em treino do Corinthians no CT Joaquim Grava | Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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O Milan pode acionar a Fifa contra o Corinthians caso o clube paulista confirme a decisão de não assinar o contrato de venda do volante André, de 19 anos. O impasse envolve uma proposta de 17 milhões de euros (cerca de R$103 milhões) e já provoca tensão nos bastidores.

O presidente corintiano, Osmar Stabile, decidiu não formalizar o acordo após não se agradar aos detalhes financeiros da oferta e travar as negociações. A decisão será comunicada oficialmente em reunião nesta segunda-feira (2). 

Presidente recua e trava negociação

O recuo ocorre um dia após a revelação do acordo, tratado como certo pelo estafe do jogador, que é considerado avançado pelo clube. Faltava apenas a assinatura do mandatário alvinegro, o que acabou não se concretizando. 

Stabile não gostou dos valores apresentados e entende que André vale mais do que os R$103 milhões oferecidos. Ele evitou tratar do assunto antes da partida contra o Novorizontino e bateu o martelo neste domingo sobre não assinar a transferência do jogador.

Proposta prevê bônus e lucro futuro

A oferta do Milan envolve a compra de 70% dos direitos econômicos do atleta do Corinthians por 15 milhões de euros fixos (R$91,14 milhões), além de 2 milhões de euros (R$12,15 milhões) em bônus. Os valores adicionais estariam condicionados à participação do volante em ao menos 20 partidas pelo clube paulista, com mínimo de 45 minutos em campo, até a paralisação do calendário para a Copa do Mundo.

O Corinthians ainda manteria 20% do lucro em uma eventual futura venda. André abriria mão dos valores referentes aos 30% restantes para viabilizar o negócio. Ele assinaria contrato de cinco anos com o clube italiano e viajaria apenas no meio do ano, já que a janela europeia está fechada.

Estafe fala em contrato vinculante

O estafe do jogador sustenta que o negócio está fechado. Segundo representantes do atleta, houve troca de minutas e assinaturas de quase todos os envolvidos, com exceção do presidente do Corinthians.

Na avaliação do entorno de André, a proposta é vinculante. Assim, mesmo que o clube brasileiro formalize a desistência, o Milan poderia recorrer à Fifa alegando quebra unilateral de contrato, o que abriria um imbróglio jurídico internacional.

Clube minimiza risco jurídico

Internamente, o Corinthians entende que a transferência só se concretiza com a assinatura do presidente. Para a diretoria, as trocas de minutas e discussões jurídicas fazem parte do processo negocial e não caracterizam vínculo definitivo.

O clube afirma não ver risco relevante de punição esportiva ou financeira caso mantenha a decisão de não concluir a venda.

Dorival critica possível saída

Após a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista, o técnico Dorival Júnior criticou publicamente a possível negociação. Para ele, o volante “vale muito mais no mercado” e precisa gerar retorno técnico antes do financeiro.

O treinador também reclamou da necessidade constante de reformulação do elenco. Diante da repercussão negativa entre torcedores, o executivo de futebol Marcelo Paz afirmou que o negócio ainda não estava selado e reforçou que o clube precisa negociar atletas para equilibrar as contas.

A definição do caso deve ocorrer nas próximas horas, com potencial de desdobramentos esportivos e jurídicos.

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