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Copa do Mundo 2026 começa com formato inédito, recordes e tensões políticas; saiba tudo

Primeiro Mundial em três países reúne 48 seleções, amplia número de jogos e ocorre sob impactos geopolíticos e mudanças nas regras do futebol

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  • A 23ª edição da Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) em Canadá, Estados Unidos e México.
  • O torneio terá 48 seleções, o maior número da história, e um total de 1.248 jogadores.
  • A cerimônia de abertura ocorrerá no Estádio Azteca, em Cidade do México, às 14h30.
  • O contexto político internacional é delicado, com a presença da seleção iraniana sendo questionada por questões de segurança.
Estádio Azteca será o palco de abertura da Copa do Mundo de 2026 | Foto: Cristopher Rogel Blanquet/Getty Images
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A 23ª edição da Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) marcada por mudanças estruturais profundas, recordes históricos e um ambiente político internacional delicado. Pela primeira vez realizada em três países, a competição amplia o número de participantes, de partidas e de dias de disputa, além de estrear novas regras no futebol.

A cerimônia de abertura e o jogo inaugural, entre México e África do Sul, terão transmissão a partir das 14h (de Brasília) no sportv, Globoplay e ge, e às 14h30 na TV Globo.

O torneio será sediado por Canadá, Estados Unidos e México, reunindo 48 seleções (o maior número da história) e um total de 1.248 jogadores, considerando elencos com 26 atletas cada. A expansão representa a maior mudança desde 1998, quando a Copa passou a contar com 32 equipes.

Com o novo formato, o Mundial terá 104 partidas, superando as 64 das edições anteriores, e duração de 39 dias. A fase eliminatória também foi ampliada: além das oitavas de final, haverá uma etapa anterior, com classificação dos dois melhores de cada um dos 12 grupos e dos oito melhores terceiros colocados para os 16-avos de final.

Ao todo, 16 cidades recebem jogos, distribuídas em 16 estádios: 11 nos Estados Unidos; três no México e dois no Canadá. A abertura ocorre no Estádio Azteca, que se torna o primeiro a sediar três cerimônias inaugurais de Copa do Mundo, após 1970 e 1986. A final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Shakira em clipe da nova música da Copa do Mundo 2026 | Foto: Reprodução

Cerimônias de abertura em três países

A cerimônia principal começa às 14h30, 90 minutos antes do jogo inaugural. O evento contará com apresentações de Shakira e Burna Boy, intérpretes da música-tema “Dai Dai”. Também estão previstos shows de Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean e J Balvin.

Como reflexo da divisão da sede, Canadá e Estados Unidos também realizam eventos próprios. Em Toronto, nomes como Michael Bublé e Alanis Morissette participam das apresentações. Já em Los Angeles, o destaque é Katy Perry, com participação da cantora brasileira Anitta.

Na Cidade do México, a abertura deve ocorrer sob protestos. Movimentos sociais, sindicais e organizações de direitos humanos prometem manifestações nas proximidades do Estádio Azteca. Entre os grupos, professores lideram reivindicações por mudanças na previdência e por uma reforma educacional.

Jogadores do Irã | Foto: Divulgação/FIFA

Tensões políticas marcam o torneio

O contexto político internacional adiciona um componente inédito à competição. A Copa ocorre em meio a um cenário de conflito envolvendo um dos países-sede e uma das seleções participantes, após a ofensiva iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro.

A presença da seleção iraniana chegou a ser questionada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a participação poderia ser “inapropriada” por questões de segurança.

A delegação iraniana está baseada em Tijuana, no México, e cruza a fronteira apenas na véspera dos jogos disputados em território norte-americano. Autoridades dos Estados Unidos negaram vistos a 15 membros da Federação Iraniana de Futebol, incluindo o presidente Mehdi Taj.

Além disso, o país teve sua cota de ingressos revogada. A federação iraniana informou ainda que orientou seus jogadores a deixar o campo em caso de manifestações políticas durante as partidas.

Outras delegações também enfrentaram restrições. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve entrada barrada, enquanto o atacante iraquiano Aymen Hussein foi interrogado por sete horas ao chegar ao país. Relatos incluem ainda inspeções rigorosas com uso de cães farejadores.

Árbitro consultando VAR em partida qualificatória para a Copa do Mundo de 2026 | Foto: Nico Vereecken / PhotoNews via Getty Images

Novas regras

A edição de 2026 marca a introdução de mudanças nas regras do futebol, com foco na ampliação do uso do VAR e na redução do tempo de jogo parado.

O árbitro de vídeo passa a ter mais autonomia, podendo revisar decisões como a aplicação de segundo cartão amarelo e erros na marcação de escanteios e tiros de meta.

Também foram implementadas medidas para coibir a cera:

  • Laterais e tiros de meta devem ser cobrados em até cinco segundos, sob pena de reversão da jogada;
  • Substituições têm limite de dez segundos, com punição em caso de atraso;
  • Jogadores atendidos fora de campo devem permanecer um minuto fora antes de retornar;
  • Atletas não podem se aproximar do banco enquanto o goleiro recebe atendimento.

No aspecto disciplinar, a Fifa passa a punir com cartão vermelho jogadores que cobrir a boca durante discussões em campo e membros da comissão técnica que abandonarem o gramado em protesto contra decisões da arbitragem.

A Copa do Mundo de 2026, assim, se inicia não apenas como a maior da história, mas também como uma das mais complexas, combinando inovação esportiva e um cenário global de alta tensão.

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