- 35 eurodeputados pedem investigação sobre possível influência política da Casa Branca na punição de Folarin Balogun.
- Parlamentares acusam a Fifa de violar princípio de neutralidade política após alteração da suspensão do atacante norte-americano.
- Documento afirma que decisão comprometeu integridade esportiva e integridade da justiça dentro da Copa do Mundo.
- Gianni Infantino é alvo de críticas por suposta submissão às exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Parlamentares destacam risco à credibilidade da Fifa quando decisões são influenciadas por interesses políticos.
Um grupo de 35 parlamentares do Parlamento Europeu pediu a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa violou o princípio de neutralidade política ao suspender a punição do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo.
A iniciativa, anunciada nesta terça-feira (7), mira diretamente o presidente da entidade, Gianni Infantino, e amplia a pressão sobre a Fifa após a revelação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou ao dirigente para pedir a revisão da punição aplicada ao jogador.
Pedido de investigação
Os eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang lideram o movimento, que solicita às federações nacionais dos países da União Europeia que encaminhem um pedido formal ao Comitê de Ética da Fifa.
O objetivo é investigar se houve influência política da Casa Branca na decisão que permitiu a Balogun disputar as oitavas de final, além de apurar possíveis violações ao princípio de neutralidade política previsto nos estatutos da entidade.
Suspeita de influência política
Na carta, os parlamentares afirmam que a mudança na punição aplicada ao atacante comprometeu a integridade esportiva da competição.
"Alterar a regra sobre suspensões por cartão vermelho durante o torneio é uma vergonha e uma perversão da justiça. Mais uma vez vimos Infantino e a FIFA se renderem às exigências da administração Trump", afirmaram em nota conjunta.
O documento também menciona outros episódios recentes envolvendo a relação entre Infantino e Donald Trump, entre eles a entrega do chamado Prêmio da Paz da Fifa ao presidente norte-americano durante o sorteio da Copa do Mundo.
Críticas à atuação de Infantino
Na avaliação dos parlamentares, decisões influenciadas por interesses políticos colocam em risco a credibilidade das competições organizadas pela Fifa.
A beleza do esporte está no fato de ele ser baseado em regras imparciais e transparentes. Quando Infantino permite que a pressão política determine quem pode jogar, esse senso de justiça desaparece.
Até o momento, 35 eurodeputados assinaram o documento que pede a investigação. A iniciativa busca que o Comitê de Ética da Fifa avalie a atuação de Gianni Infantino no caso e verifique se houve descumprimento das normas de neutralidade política previstas pela entidade.