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Eurodeputados pedem investigação sobre neutralidade da Fifa após caso Balogun na Copa

Grupo de 35 parlamentares quer apurar se Gianni Infantino cedeu à influência política ao suspender a punição de Folarin Balogun, dos EUA

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  • 35 eurodeputados pedem investigação sobre possível influência política da Casa Branca na punição de Folarin Balogun.
  • Parlamentares acusam a Fifa de violar princípio de neutralidade política após alteração da suspensão do atacante norte-americano.
  • Documento afirma que decisão comprometeu integridade esportiva e integridade da justiça dentro da Copa do Mundo.
  • Gianni Infantino é alvo de críticas por suposta submissão às exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • Parlamentares destacam risco à credibilidade da Fifa quando decisões são influenciadas por interesses políticos.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, no jogo entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles, na primeira rodada da Copa do Mundo | Foto: Frederic J. Brown / AFP
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Um grupo de 35 parlamentares do Parlamento Europeu pediu a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa violou o princípio de neutralidade política ao suspender a punição do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo.

A iniciativa, anunciada nesta terça-feira (7), mira diretamente o presidente da entidade, Gianni Infantino, e amplia a pressão sobre a Fifa após a revelação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou ao dirigente para pedir a revisão da punição aplicada ao jogador.

Lance que gerou cartão vermelho para Balogun | Foto: MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images

Pedido de investigação

Os eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang lideram o movimento, que solicita às federações nacionais dos países da União Europeia que encaminhem um pedido formal ao Comitê de Ética da Fifa.

O objetivo é investigar se houve influência política da Casa Branca na decisão que permitiu a Balogun disputar as oitavas de final, além de apurar possíveis violações ao princípio de neutralidade política previsto nos estatutos da entidade.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, com a taça da Copa do Mundo ao lado de Donald Trump na Sala Oval da Casa Branca | Foto: Carolyn Van Houten/The Washington Post via Getty Images

Suspeita de influência política

Na carta, os parlamentares afirmam que a mudança na punição aplicada ao atacante comprometeu a integridade esportiva da competição.

"Alterar a regra sobre suspensões por cartão vermelho durante o torneio é uma vergonha e uma perversão da justiça. Mais uma vez vimos Infantino e a FIFA se renderem às exigências da administração Trump", afirmaram em nota conjunta.

O documento também menciona outros episódios recentes envolvendo a relação entre Infantino e Donald Trump, entre eles a entrega do chamado Prêmio da Paz da Fifa ao presidente norte-americano durante o sorteio da Copa do Mundo.

Críticas à atuação de Infantino

Na avaliação dos parlamentares, decisões influenciadas por interesses políticos colocam em risco a credibilidade das competições organizadas pela Fifa.

A beleza do esporte está no fato de ele ser baseado em regras imparciais e transparentes. Quando Infantino permite que a pressão política determine quem pode jogar, esse senso de justiça desaparece.

Até o momento, 35 eurodeputados assinaram o documento que pede a investigação. A iniciativa busca que o Comitê de Ética da Fifa avalie a atuação de Gianni Infantino no caso e verifique se houve descumprimento das normas de neutralidade política previstas pela entidade.

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