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Jogador do Japão que marcou contra o Brasil foi acusado de estupro; Fifa liberou

Volante japonês Kaishu Sano, autor do gol contra o Brasil, chegou a ser preso em 2024, mas foi liberado pela Justiça e disputou a Copa do Mundo de 2026.

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  • Volante Kaishu Sano marcou o primeiro gol do Japão contra o Brasil após erro da defesa brasileira.
  • Sano foi preso em 2024 por acusação de agressão sexual, mas não foi condenado e retornou à seleção.
  • Técnico japonês justificou a convocação de Sano com base em seu arrependimento e desejo de recomeçar.
  • Fifa não impede jogadores investigados por crimes sexuais de participar de competições, desde que não haja condenação.
  • Outros jogadores da Copa do Mundo de 2026 também respondem a investigações por acusações semelhantes.
Kaishu Sano abriu o placar para o Japão | Foto: Reprodução
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O volante Kaishu Sano, que abriu o placar para o Japão contra o Brasil na partida desta segunda-feira (29), pela Copa do Mundo de 2026, já foi acusado de agressão sexual em seu país. O jogador chegou a ser preso pela polícia japonesa em 2024, mas o processo foi encerrado sem condenação. Como não recebeu punição esportiva da Federação Internacional de Futebol (Fifa) nem teve restrições judiciais para exercer a profissão, foi convocado pela seleção japonesa e está apto a disputar o Mundial.

Sano marcou o primeiro gol da partida após aproveitar um erro da defesa brasileira. Danilo errou um passe no meio de campo, o volante recuperou a bola, avançou em velocidade e finalizou cruzado, no canto, sem chances para o goleiro Alisson, colocando o Japão em vantagem no confronto.

Prisão e retorno à seleção japonesa

O caso envolvendo Kaishu Sano aconteceu em julho de 2024, quando o volante foi preso pela polícia de Tóquio, acusado de ter agredido sexualmente uma mulher em um hotel da capital japonesa. Após a investigação, o processo foi encerrado e o jogador não foi condenado, o que permitiu sua volta ao futebol profissional e, posteriormente, sua convocação para a Copa do Mundo.

Ao retornar à seleção do Japão, o volante fez um pedido público de desculpas.

"Peço sinceras desculpas por ter causado transtornos e preocupações a tantas pessoas por causa das minhas ações. Daqui para frente, pretendo continuar demonstrando, por meio das minhas atitudes, palavras e tudo o que eu puder fazer, meu comprometimento, além de contribuir para a sociedade também fora dos gramados."

O técnico japonês Hajime Moriyasu também explicou a decisão de reintegrar o atleta ao grupo.

"Tenho acompanhado sua trajetória o tempo todo e, após conversar pessoalmente com ele, senti fortemente que ele está verdadeiramente arrependido. Perguntei a mim mesmo se deveríamos simplesmente excluir alguém da sociedade ou do mundo do futebol por ter cometido um erro. Decidi que seria melhor, como uma família, oferecer a ele uma oportunidade de recomeçar."

Junya Ito, do Japão, foi acusado de abuso sexual por duas mulheres em 2024 — Foto: Luke Hales/Getty Images

Fifa não impede atletas investigados de disputar competições

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) não possui uma regra que proíba automaticamente a inscrição de jogadores investigados ou processados por crimes sexuais. A entidade considera que a convocação dos atletas é responsabilidade das federações nacionais e, na ausência de suspensão disciplinar ou de uma decisão judicial que impeça o exercício da profissão, o jogador permanece apto para atuar.

Essa política também explica a presença de outros atletas investigados ou processados por acusações semelhantes na Copa do Mundo de 2026.

Outros jogadores também disputam o Mundial

Além de Kaishu Sano, outros quatro jogadores que participam da Copa já responderam ou ainda respondem a investigações por estupro ou agressão sexual.

O atacante Junya Ito, também da seleção japonesa, foi investigado em 2024 após duas mulheres o acusarem de abuso sexual em um hotel na cidade de Osaka. O Ministério Público do Japão decidiu arquivar o caso por falta de provas, sem denunciar o jogador ou as acusadoras.

O lateral Achraf Hakimi, principal nome de Marrocos, responde a um processo por estupro na França e aguarda julgamento. Já o atacante Ryan Mendes, capitão de Cabo Verde, é investigado pela polícia da Nova Zelândia após denúncia feita por uma brasileira durante amistosos da seleção africana.

Hakimi, do Marrocos, foi acusado de estupro por uma mulher de 24 anos na França em 2023 — Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis

Outro caso é o do meio-campista Thomas Partey, da seleção de Gana, que responde a sete acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Ele nega as acusações e os processos seguem em tramitação na Justiça.

Sem condenações definitivas ou punições esportivas impostas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), os atletas permaneceram elegíveis para defender suas seleções durante a Copa do Mundo de 2026.

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