A empresa sul-coreana Innospace informou que um vazamento de gás no motor do primeiro estágio foi o responsável pela queda do foguete HANBIT-Nano, lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, em dezembro de 2025.
Segundo a investigação, o foguete apresentou uma anomalia cerca de 33 segundos após a decolagem, quando o vazamento reduziu o empuxo necessário para manter a subida, levando à falha e à desintegração no ar.
Erro ocorreu durante montagem no Brasil
De acordo com a empresa, o problema teve origem em um erro durante a montagem realizada no Brasil, especificamente na remontagem de um componente da câmara do motor. A análise apontou que houve compressão insuficiente dos elementos de vedação, o que permitiu o vazamento de gás.
A investigação foi conduzida em parceria com:
Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA)
Força Aérea Brasileira (FAB)
Especialistas independentes
O processo incluiu análise de telemetria, rastreamento e inspeção de cerca de 300 destroços.
Falha ocorreu após fase crítica do voo
O foguete chegou a:
Ultrapassar a velocidade do som (Mach 1)
Atingir o ponto de máxima pressão aerodinâmica (MAX Q)
Pouco depois, a transmissão foi interrompida com a mensagem de que uma anomalia havia sido detectada em tempo real. O voo não era tripulado e transportava experimentos científicos do Brasil e da Índia.
Novo lançamento está previsto
A Innospace pretende realizar um novo lançamento no terceiro trimestre de 2026, novamente a partir de Alcântara. No entanto, o cronograma ainda depende da aprovação da Administração Aeroespacial da Coreia (KASA) e da validação das correções pelas autoridades brasileiras e sul-coreanas.