O prefeito de Bacabal (MA), Roberto Costa (MDB), divulgou nas redes sociais um vídeo que mostra o menino Anderson Kauã, de 8 anos, retornando à comunidade onde vive após um período de internação. A criança havia desaparecido no início do mês junto com dois primos, que ainda não foram localizados.
Nas imagens, o prefeito registra o momento em que o menino volta à casa da família e retoma a rotina na comunidade. Em tom descontraído, Anderson brinca ao dizer que está “andando de carro” pelas ruas do local.
“Isso renova a esperança de que Michael e Isabelly também sejam encontrados em breve, pois continuaremos as buscas incansavelmente, com o apoio do governador Carlos Brandão e de todas as forças de segurança”, escreveu o prefeito na publicação.
Criança ficou três dias desaparecida
Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro, três dias após desaparecer ao lado dos primos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. Ele foi localizado por um carroceiro em um matagal a cerca de 4 quilômetros do local onde havia sido visto pela última vez.
Durante o período em que esteve desaparecido, o menino perdeu cerca de 10 quilos. Após o resgate, ele foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal, onde permaneceu internado recebendo acompanhamento médico e psicológico.
Informações ajudaram nas buscas
Às autoridades, Anderson relatou que os primos estariam por perto. Ele também foi atendido pelo Instituto de Perícia Especializada na Escuta de Crianças e Adolescentes (IPCA), contribuindo com informações consideradas importantes para direcionar as buscas.
Como a criança foi encontrada sem roupas, passou por exames periciais, que descartaram a hipótese de abuso sexual.
Buscas continuam no Quilombo São Sebastião dos Pretos
As buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael seguem sem avanços no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. As crianças estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro.
Desde o início da operação, uma força-tarefa foi montada na região. Atualmente, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários. As ações se concentram tanto em áreas de mata quanto no Rio Mearim, que corta a região onde as crianças foram vistas pela última vez.