- Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina (PI) por suspeita de agredir empregada doméstica.
- Ela foi levada a São Luís (MA), onde deve ser encaminhada ao sistema prisional após audiência de custódia marcada para sexta-feira (8).
- A empresária desembarcou em helicóptero da PMMA e prestou depoimento na 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy.
- Policial militar Michael Bruno Lopes Santos foi preso suspeito de participação nas agressões, negando envolvimento no caso.
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos, chegou algemada a São Luís (MA) no fim da tarde desta quinta-feira (7), após ser presa em Teresina (PI). Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), ela deve ser encaminhada ao sistema prisional após audiência de custódia marcada para esta sexta-feira (8).
Carolina desembarcou de um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) e foi conduzida para a 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, onde prestou depoimento. Após ser ouvida, ela deve passar por exames de corpo de delito antes de seguir para a Central de Custódia, em São Luís.
Segundo a polícia, a empresária foi localizada em um posto de combustíveis no bairro São Cristóvão, em Teresina. A SSP-PI informou que ela estava hospedada na casa de familiares e era monitorada pelas equipes de investigação. A defesa nega que ela estivesse tentando fugir.
Áudios e investigação
Durante depoimento, Carolina pediu perícia nos áudios divulgados com supostas confissões das agressões. Em uma das gravações anexadas ao inquérito, a voz atribuída à empresária afirma:
“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo.”
A investigação também levou à prisão do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participação nas agressões. Ele se entregou à polícia nesta quinta-feira (7) e negou envolvimento no caso.
Relembre o caso
A vítima, uma doméstica de 19 anos e grávida de cinco meses, denunciou ter sido agredida após ser acusada de furtar uma joia da patroa em uma residência no município de Paço do Lumiar (MA). Segundo o depoimento, ela sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e ameaças de morte.
De acordo com a jovem, as agressões continuaram mesmo depois de o anel ter sido encontrado dentro de um cesto de roupas. A vítima afirmou ainda que tentou proteger a barriga durante os ataques.
A empregada também relatou que trabalhava quase 10 horas por dia, acumulando funções domésticas e cuidados com uma criança, recebendo R$ 750 por pouco mais de duas semanas de serviço. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o caso como possível crime de tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.