- 15 pessoas foram presas e 8 mortos em confrontos com a polícia em São João Batista.
- Ataque deixou mulher grávida, filho e bebê entre as vítimas, todos carbonizados.
- Crime atribuído a Comando Vermelho, com investigação sobre vingança por traição.
- Marido da vítima colabora com as investigações e é tratado como testemunha.
- Polícia investiga se vítimas estavam mortas antes do incêndio ou se morreram em chamas.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que 15 pessoas foram presas e oito morreram em confrontos com a polícia durante operações relacionadas ao ataque que matou integrantes de uma mesma família em São João Batista, município localizado a 291 quilômetros de São Luís.
O balanço foi divulgado durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de quarta-feira (22). Segundo a SSP, pelo menos 20 pessoas são investigadas por participação no crime.
Ataque deixou mulher grávida e criança entre as vítimas
Entre as vítimas estavam uma mulher grávida, o filho dela e o bebê que ela esperava. Os corpos foram encontrados carbonizados após o ataque, atribuído pela polícia a integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
De acordo com a SSP, os investigados poderão responder pelos crimes de duplo homicídio, aborto e participação em organização criminosa. Até o momento, a Polícia Civil realizou cinco operações relacionadas ao caso. O inquérito policial segue em andamento.
Polícia investiga vingança como motivação
Segundo as investigações, os criminosos foram até a residência das vítimas à procura do marido da mulher. A principal linha de investigação aponta que o homem teria integrado o Comando Vermelho e posteriormente passado a outro grupo criminoso, hipótese que teria motivado o ataque por vingança.
O homem não estava na residência no momento do crime. Como não foi encontrado, os criminosos teriam atacado os familiares que estavam no imóvel. A perícia busca esclarecer se as vítimas morreram em decorrência do incêndio ou se já estavam mortas quando a casa foi incendiada.
Marido da vítima é tratado como testemunha
A Secretaria de Segurança Pública informou que o marido da vítima passou a colaborar com as investigações e é tratado como testemunha Segundo a SSP, ele ajudou na identificação de suspeitos presos durante as operações e poderá ser incluído no programa estadual de proteção a testemunhas. De acordo com a secretaria, o homem nega ter integrado qualquer organização criminosa.