SEÇÕES

Buscas por crianças desaparecidas no MA chegam a 52 dias; família segue sem respostas

Após 52 dias do sumiço de Ágatha e Allan, avó Francisca Cardoso sustenta que netos não estão na mata e levanta hipótese de sequestro

Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, continuam desaparecidos | Foto: Reprodução
Siga-nos no

Após 52 dias do desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a avó das crianças, Francisca Cardoso, afirmou que acredita que os netos não estejam mais na área de mata onde ocorreram as buscas.

As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem de casa com o primo Anderson Kauan, de 8 anos, para procurar um pé de maracujá. O menino foi localizado com vida quatro dias depois, a cerca de quatro quilômetros da comunidade.

Buscas mobilizaram força-tarefa na região

Uma força-tarefa com mais de 260 agentes percorreu aproximadamente 200 quilômetros de mata, além de trechos do Rio Mearim, lagos e áreas alagadas da região. As buscas contaram com cães farejadores, drones e helicópteros.

Francisca reconheceu o empenho das equipes. “Até agora nenhuma informação. Não é falta de procura, nunca ficou gente sem procurar as crianças. Todos os dias eles estão na busca”, afirmou.

As operações aquáticas no Rio Mearim foram intensificadas diante da hipótese de que as crianças possam ter se perdido e caído na água, linha que segue como principal foco de investigação da Polícia Civil do Maranhão.

Avó relata sofrimento

Mesmo com a principal linha de investigação apontando para um possível acidente, Francisca sustenta que os netos não estão na mata. Para ela, o fato de nenhum vestígio ter sido encontrado reforça a suspeita de que as crianças tenham sido levadas.

“Porque do jeito que fizeram essa busca nessa mata todinha, com cachorro, com drone, com helicóptero”, argumentou. “Viram que o movimento aqui naquele dia estava pouco, viram as crianças e levaram”, completou.

Desde o desaparecimento, a rotina da família foi profundamente impactada. Francisca relata abalo emocional e problemas de saúde. 

“Eu me desesperei, quase que eu morro, minha pressão subiu. Até hoje eu tô aqui com a minha cabeça doendo, sem poder me alimentar direito”, disse.

Apesar da angústia, ela mantém a esperança de reencontrar os netos com vida.

“Passa muita coisa [na minha cabeça]. Passam coisas boas, passam coisas ruins. Ainda passam coisas boas porque não foram encontrados na mata. Eu creio no meu coração e na minha mente que eles estão vivos, com alguém”, finalizou.

Investigação segue

Passado um mês e 21 dias do desaparecimento, a Polícia Civil informou que continua checando todas as informações recebidas. Segundo um delegado ouvido pelo portal Metrópoles, a hipótese mais consistente até o momento é a de que as crianças tenham se perdido na mata e caído no Rio Mearim.

“Cada informação que tem chegado, a gente tem checado. Mas a linha de investigação mais forte mesmo é de terem se perdido na mata e caído na água”, explicou o agente.

Tópicos
Carregue mais
Veja Também