A família dos irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que estão desaparecidos desde a tarde do dia 4 de janeiro, em Bacabal (MA), descartou que as peças de roupas infantis encontradas em uma área de mato pertençam às crianças.
As roupas foram localizadas por voluntários, na manhã desse domingo (11), dentro da região onde as buscas estão sendo realizadas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), a Polícia Civil apresentou as peças à família, que confirmou que não são das crianças.
Objetos encontrados em área de mata
Segundo os voluntários, as peças estavam próximas a uma grota, em uma área de mato alto, ainda dentro do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, local onde as crianças desapareceram. Além das roupas, também foi encontrada uma xícara de porcelana. Essa é a segunda vez que roupas infantis são localizadas na região durante as buscas.
Roupas achadas anteriormente já foram identificadas
No fim da manhã da quinta-feira (8), um calção e uma sandália foram encontrados em outra área de mata. Após investigação da Polícia Civil, foi constatado que as peças pertenciam ao menino Anderson Kauã, que estava desaparecido junto com os primos Ágata e Allan. Anderson foi encontrado ainda na quinta-feira, por carroceiros, e passa bem.
Buscas chegam ao 9º dia
Nesta segunda-feira (12), as buscas chegaram ao 9º dia consecutivo. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), coronel Wallace Amorim, as equipes não vão interromper os trabalhos até que as duas crianças sejam encontradas.
De acordo com o coronel, as buscas pelos irmãos Ágata Isabelle e Allan Michael contam com um grande efetivo, incluindo militares que estavam de férias, de folga ou em outras condições, reforçando o compromisso das forças de segurança com o caso.
RECOMPENSA POR CRIANÇAS PASSA DE R$ 100 MIL
As buscas pelas crianças desaparecidas na zona rural de Bacabal, no Maranhão, entraram no nono dia nesta segunda-feira (12), com o aumento da recompensa para quem fornecer informações que ajudem a localizar os irmãos. Segundo o prefeito Roberto Costa (MDB), o valor já ultrapassa R$ 100 mil, após a adesão de apoiadores à iniciativa inicial da prefeitura.
Segundo o gestor, o valor inicial era de R$ 20 mil, mas foi ampliado com a contribuição de outras pessoas.
“Hoje essa recompensa, outras pessoas já se somaram a ela, já passou de 100 mil reais, na verdade, né? Mas o importante pra mim é que as informações que estão chegando, elas estão chegando para o número 181, que é do Sistema de Segurança Pública do Estado”, destacou.