Um homem de 20 anos foi preso na tarde de segunda-feira (9), em São Luís, suspeito de abusar sexualmente e engravidar a própria irmã, uma menina de 11 anos. A prisão preventiva foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), vinculada à Polícia Civil do Maranhão.
Como o caso foi descoberto
De acordo com a polícia, o crime veio à tona depois que a mãe da criança levou a filha para atendimento médico após a menina passar mal. Durante a consulta, os profissionais de saúde identificaram que a criança estava grávida de 27 semanas. Diante da situação, a mãe decidiu procurar a polícia e registrar a denúncia.
Investigações
Segundo a Polícia Civil, laudos de análise psicossocial elaborados pelo Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA) apontaram que a vítima apresenta profundos traumas psicológicos, diretamente relacionados aos abusos sofridos.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou a prisão preventiva do suspeito, que agora permanece à disposição do Judiciário enquanto o caso continua sendo apurado.
PEDIDO DE PRISÃO TINHA SIDO NEGADO
Inicialmente, o pedido de prisão preventiva do suspeito havia sido negado pela Justiça após o registro da denúncia. Na ocasião, o entendimento foi de que não havia mais convivência entre o investigado e a vítima e que já havia passado um período significativo desde que o caso veio à tona.
No entanto, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão revisou a decisão e determinou a prisão preventiva do investigado.
Na decisão, os magistrados destacaram que, em casos de violência contra crianças dentro do ambiente familiar, o risco pode permanecer “latente e atual”, especialmente diante da condição de vulnerabilidade da vítima e dos impactos psicológicos identificados.
Após a nova decisão judicial, o suspeito foi preso por equipes da Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em São Luís. Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em andamento.