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Mãe é condenada a 21 anos de prisão pela morte da filha autista em Lago da Pedra, Maranhão

Ana Paula Cunha da Silva foi condenada pelo Tribunal do Júri após ser considerada responsável pela intoxicação que matou a menina de seis anos, em 2022.

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  • Ana Paula Cunha da Silva foi condenada a 21 anos e nove meses de prisão por matar a própria filha, diagnosticada com TEA, em Lago da Pedra, no Maranhão.
  • A menina morreu após ser intoxicada por pesticida, segundo exames do Instituto Médico Legal, que identificaram a substância Terbufós no corpo da criança.
  • A mãe teria informado que pretendia utilizar substâncias tóxicas para cometer suicídio, após a morte da filha, e foi encaminhada para prisão em regime fechado.
  • O caso ocorreu em 17 de janeiro de 2022, quando a criança estava na casa da avó, e apresentou sintomas que levaram à parada cardíaca no hospital.
  • O Ministério Público acusou Ana Paula de ter fornecido a substância tóxica à filha, causando a intoxicação que resultou na morte.
A Justiça condenou, nesta quinta-feira (20), Ana Paula Cunha da Silva a 21 anos e nove meses de prisão pela morte da própria filha. | Foto: (Divulgação/CGJ-MA)
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A Justiça condenou, nesta quinta-feira (20), Ana Paula Cunha da Silva a 21 anos e nove meses de prisão pela morte da própria filha, uma criança de seis anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Lago da Pedra, no Maranhão. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara da cidade.

De acordo com a denúncia, a menina morreu após ser intoxicada por uma substância pesticida. O Conselho de Sentença considerou Ana Paula culpada pelo crime. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Após a sentença, a Justiça determinou que a mulher fosse encaminhada para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís.

Criança passou mal em casa

O caso aconteceu em 17 de janeiro de 2022. Na ocasião, a criança estava na casa da avó materna, enquanto a mãe trabalhava em um hospital.

Segundo as informações apresentadas no processo, Ana Paula teria ido algumas vezes à residência durante o plantão. Em uma dessas ocasiões, teria dito que estava com um mau pressentimento.

Durante a tarde, a menina começou a apresentar sintomas. Ela relatou à avó que estava com muito sono e sentia dores na língua. Pouco depois, passou mal e precisou ser levada ao Hospital Professor Serra de Castro.

No hospital, a criança sofreu uma parada cardíaca e morreu.

Exames identificaram pesticida

Durante o atendimento médico, Ana Paula teria informado que a filha havia sido envenenada. Após a morte da menina, a mãe retirou dois recipientes do bolso e afirmou que pretendia utilizar as substâncias para tirar a própria vida.

Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) identificaram Terbufós no organismo da criança. A substância é um pesticida conhecido popularmente como “chumbinho”, e a análise apontou intoxicação exógena.

A investigação também encontrou com Ana Paula dois recipientes contendo substâncias semelhantes à identificada no corpo da filha. Um deles não tinha identificação e armazenava um material granulado. O outro continha um líquido transparente.

Apesar de uma resistência inicial da mãe, o corpo da criança foi submetido a exames. O laudo confirmou posteriormente a presença de pesticida compatível com as substâncias encontradas durante a investigação.

Acusação apontou dificuldade nos cuidados

Conforme a investigação, a acusação sustentou que a morte estaria relacionada às dificuldades relatadas pela mãe para cuidar da filha. A criança, que tinha TEA, necessitava de acompanhamento multidisciplinar.

Para o Ministério Público, Ana Paula teria fornecido ou ministrado a substância tóxica à menina, provocando a intoxicação que resultou na morte.

Com a condenação, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional, onde deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

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