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Mergulhadores intensificam buscas em lago por crianças desaparecidas no Maranhão

Equipes fazem varredura em um lago a 2 km do povoado São Sebastião dos Pretos; operação ganhou reforço de bombeiros do Pará e do Ceará, com cães farejadores

Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, entram no 12º dia | Foto: Reprodução
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As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos em Bacabal, no interior do Maranhão, entraram nesta quinta-feira (15), no 12º dia e passam para uma nova etapa: equipes do Corpo de Bombeiros já iniciaram uma operação de mergulho em um lago a cerca de 2 km do povoado São Sebastião dos Pretos, local de onde as crianças saíram no último dia 4 de janeiro.

Segundo o comandante da operação, Cleyton Cruz, do Corpo de Bombeiros, a área do lago começou a ser vistoriada ainda na quarta-feira (14), com varredura na mata e no lago, e o mergulho deve ser intensificado a partir desta quinta-feira (15). A expectativa é que o trabalho no lago dure cerca de três dias, para que nenhum ponto deixe de ser verificado.

“As nossas equipes começaram atividades também em áreas molhadas, fazendo essa varredura superficial na quarta (14) e, hoje, iniciaremos as atividades de mergulho propriamente ditas”, afirmou o tenente-coronel Cleyton.

De acordo com os bombeiros, os mergulhadores atuam lado a lado para ampliar o alcance da varredura e identificar qualquer objeto que possa ajudar nas investigações.

Além da operação no lago, as equipes continuam as buscas em trilhas, caminhos e veredas próximas ao povoado, em áreas que podem ter sido percorridas pelas crianças. Nesta etapa, os trabalhos também avançam para a mata mais fechada. Até o momento, não foram encontrados vestígios das crianças.

Na quarta-feira (14), a operação recebeu reforço de outros estados. O governador Carlos Brandão confirmou a chegada de sete bombeiros do Pará, com dois cães farejadores. Ainda segundo o governador, outros cinco bombeiros do Ceará também desembarcaram com mais quatro cães.

Com o reforço, a operação passou a contar com equipes especializadas e cães farejadores atuando em áreas de mata, além do trabalho concentrado nas buscas aquáticas.

Moradores do povoado acompanham a movimentação. “A gente não perdeu a esperança nem a fé de que a gente vai encontrar essas crianças vivas ainda”, disse um morador.

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