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PM aposenta tenente-coronel por morte da esposa com salário integral de R$ 21 mil

Mesmo afastado, Geraldo Leite Rosa Neto receberá R$ 21 mil mensais.

Ex-casal | Foto: Reprodução/redes sociais
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A Polícia Militar de São Paulo publicou nesta quinta-feira (2) uma portaria que transfere para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Mesmo afastado, ele mantém o direito à aposentadoria proporcional, com rendimento estimado em cerca de R$ 21 mil mensais. Segundo a corporação, a medida não impede o andamento do processo de expulsão.

O oficial foi preso preventivamente em 18 de março, acusado também de fraude processual. Ele sustenta que a esposa tirou a própria vida, mas investigações da Polícia Civil, com base em laudos periciais, apontam inconsistências nessa versão e indicam feminicídio. De acordo com o Ministério Público, ele teria atirado contra a vítima e alterado a cena do crime para simular suicídio.

A apuração também identificou que o celular de Gisele foi acessado após o disparo e teve mensagens apagadas. Conversas recuperadas mostram discussões sobre separação no dia anterior à morte. Testemunhas relataram ainda episódios de comportamento agressivo e controlador por parte do tenente-coronel.

O caso deve ser julgado pela Justiça comum, possivelmente pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público pede indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima. A defesa nega o crime, afirma que o oficial colaborou com as investigações e questiona a condução do processo.

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