- A prisão preventiva de Alberto Luiz Freitas Monção foi revogada após decisão judicial.
- O ex-diretor-adjunto é investigado por estupro de vulnerável contra várias crianças em uma creche em Timon (MA).
- Ele será responsável pelo processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.
- A creche voltou a funcionar sob nova gestão e a Prefeitura de Timon continuará colaborando com as autoridades competentes.
Foi revogada a prisão preventiva de Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, ex-diretor-adjunto de uma creche na cidade de Timon (MA). Ele é investigado por estupro de vulnerável contra várias crianças dentro da própria instituição.
Em nota, a Prefeitura de Timon informou que as medidas administrativas adotadas continuam em vigor, incluindo o afastamento de suas funções. A prisão preventiva foi revogada após o entendimento de que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo legal.
Segundo a decisão, a demora retirou a justificativa para a manutenção da medida. Alberto estava preso desde 27 de maio e irá responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Apesar disso, a gestão municipal pontuou que, além de continuar afastado, o processo administrativo instaurado para a apuração dos fatos ainda segue em andamento. Segundo a prefeitura, a creche voltou a funcionar sob nova gestão.
E com a equipe reorganizada, garantindo a continuidade das atividades pedagógicas e do atendimento à comunidade escolar. A Prefeitura de Timon continuará colaborando com as autoridades competentes e adotando todas as providências cabíveis, com responsabilidade, transparência, respeito à legalidade e proteção da comunidade escolar, pontuou a gestão.
O caso
À Rede Meio Norte, a delegada Lorena Alves, titular da Delegacia Especial da Mulher de Timon (DEM), informou que a investigação aponta que o ex-diretor selecionava crianças com dificuldades de comunicação e as levava para um depósito sem câmeras de segurança dentro da unidade.
Segundo a Polícia Civil, a apuração teve início após a denúncia da família de uma das vítimas e avançou com a análise de imagens do circuito interno da creche. Até o momento, três crianças foram identificadas como possíveis vítimas. A investigação também apura a possibilidade de que outras crianças tenham sido afetadas.
O investigado cuidava desses laudos e, aparentemente, ele escolhia as vítimas de acordo com o laudo. Ele escolhia as vítimas que não falavam. [...] O local é o único da escola que não tem câmeras. Esse depósito sempre foi monitorado, mas quando ele chegou lá o primeiro ato foi retirar a câmera. A criança entra e já vai direto para o local. Nos vídeos, ele entrega o celular, o que distrai a criança naquele ambiente sem câmera.