O número de timonenses resgatados de condições análogas à escravidão em Santa Catarina subiu para 24. Atualmente, 19 deles já estão em Timon (MA) enquanto os demais seguem a caminho da cidade, conforme informou o secretário municipal de Direitos Humanos, Mário Novais. Nesta segunda-feira (2), a Prefeitura de Timon se reuniu com a Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Maranhão para tratar das providências e do acompanhamento às vítimas.
Esses trabalhadores sofrem situações vulneráveis lá, situações insalubres, comidas estragadas, apresentaram critério de produção que para beber água gelada teria que ter alguns critérios, então a situação deles lá é uma situação desumana [...] então é uma situação que é deplorável, né, esse fato que está acontecendo hoje, né, que eu não quero para um filho meu, disse o secretário Municipal de Direitos Humanos, Mário Novais da Silva Sá.
A reunião contou com a Coordenadora Estadual de Ações de Combate ao Trabalho Escravo, Juliana Lopes, com o prefeito de Timon, Rafael Brito, além do SINE e outras pastas municipais. O objetivo foi ouvir os trabalhadores e garantir a eles oportunidades de emprego, acompanhamento social e orientação jurídica.
O Governo do Estado deu todo o suporte, e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Timon também teve um papel fundamental, com a Secretaria Estadual, para que toda essa tratativa, essa articulação fosse feita [...] nós temos informações que possam ser relevantes para encaminhamentos pela Procuradoria Municipal e também o Ministério Público do Trabalho, que foi oficializado, disse Juliana Lopes.
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O QUE ACONTECEU
De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, cerca de 60 timonenses foram atraídos por uma suposta oferta de emprego no dia 4 de fevereiro. No entanto, ao chegar ao destino, os trabalhadores se depararam com condições degradantes, dificuldades de acesso à alimentação adequada e até obstáculos para receber atendimento médico.
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Dias depois, um timonense conseguiu denunciar à família. Alguns deles retornaram na última sexta-feira e agora recebem acompanhamento das autoridades, enquanto o caso segue sob investigação.
O próprio Ministério Público do Trabalho também abriu a investigação e, obviamente, apurou todas essas denúncias que os trabalhadores estão fazendo com relação à empresa que, de fato, os contratou para coletar maçãs, mas que, infelizmente, o ambiente em que eles se encontravam não era um ambiente digno do trabalho, disse o prefeito de Timon, Rafael Brito.