- Grávida e filho mortos em ataque em Coelho Neto, no Maranhão, no dia 11 de julho.
- Confrontos resultaram na morte de cinco suspeitos e prisão de seis pessoas.
- Investigação aponta que crime foi motivado por mudança de facção criminosa.
- Polícia identificou materiais de fogo e munição no local do crime.
- Dois suspeitos foram mortos em ações nesta terça-feira (14) em São Luís e São João Batista.
Desde o assassinato brutal de Samira Costa Correia, grávida, e de seu filho, Yan Kaleb Costa Santos de 4 anos, cinco suspeitos já foram mortos em confrontos com as forças de segurança do Maranhão. Ao todo, seis pessoas foram presas. O crime aconteceu no dia 11 de julho, em Coelho Neto.
Testemunhas relataram que aproximadamente 15 homens teriam participado do ataque. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12.
De acordo com a polícia, as duas mortes mais recentes ocorreram nessa terça-feira (14) durante ações realizadas para localizar os investigados pelo duplo homicídio. Daniel Braga Araújo foi morto em São Luís e Roberdan Fonseca Gomes morreu na cidade de São João Batista.
No momento da ação, Roberdan Fonseca tentou fazer um morador refém, segundo a polícia, o que motivou a intervenção dos agentes.
QUEM SÃO OS SUSPEITOS MORTOS?
- João Henrique Lindoso Silva, conhecido como “João Preto”;
- David João Gaspar Penha;
- Joelson Braga Araújo;
- Roberdan Fonseca Gomes;
- Daniel Braga Araújo;
QUEM FOI PRESO?
- Gilmarlisson Santos Duarte;
- Gabriel Vieira Trindade, conhecido como “Miau”;
- Joseandro Santos Pereira, conhecido como “Andinho”;
- Luan dos Anjos Santos, conhecido como “Balotelli”;
- Rhuan Carlos Campos Silva, conhecido como “Rhuanzinho";
- Paulo Ricardo Serra Lindoso, conhecido como “Gordo”;
O CRIME
Samira e Yan morreram após um incêndio atingir a residência onde viviam em Coelho Neto, no leste do Maranhão.
As investigações da Polícia Civil do Maranhão apontam que o ataque teria sido motivado pela troca de facção criminosa por parte do companheiro da vítima e pai da criança, Josef Abreu Santos.
Segundo o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), há indícios de que Josef deixou a facção da qual fazia parte e passou a integrar outro grupo criminoso, ou saiu da organização sem autorização. A mudança teria motivado o ataque.
O caso é investigado como duplo homicídio.