- Amazonas registra 1.380 focos de incêndio em outubro de 2026, aumento de 271% em relação a 2025.
- 1.186 focos identificados em áreas públicas, 93 em propriedades privadas e 101 em áreas com situação fundiária não definida.
- 174 focos classificados como relacionados ao desmatamento, outros não têm causa identificada.
- Secretaria de Meio Ambiente investiga autoria de incêndios em Canaçari e áreas rurais de Itacoatiara.
- Fumaça de incêndios afeta qualidade do ar, com concentração de partículas chegando a 209,1 µg/m³ em Manaus.
Nos primeiros dez dias de outubro de 2026, o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio, um aumento de 271% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 372 registros. Os dados são do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Do total registrado neste mês, 1.186 focos foram identificados em áreas públicas, 93 em propriedades privadas e 101 em locais cuja situação fundiária não foi definida. Além disso, 174 focos foram classificados como relacionados ao desmatamento. Para os demais registros, o painel não apresenta uma causa identificada.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Itacoatiara informou que investiga a autoria do incêndio em Canaçari e em outras localidades da zona rural do município. Oito suspeitos de provocar queimadas haviam sido identificados.
Os casos serão encaminhados à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) para as providências legais.
O aumento dos focos de incêndio na região são acompanhados pela fumaça que encobre cidades amazonenses e afetou a qualidade do ar. Na manhã de sábado (10), e a concentração de partículas chegou a 209,1 µg/m³ em um dos pontos monitorados na capital amazonense.
O índice supera em 736,4% o limite de 25 µg/m³ usado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para classificar a qualidade do ar como boa.