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Anatel e lojas online fazem acordo para combater venda de minicelulares usados em presídios

Medida busca reforçar controle sobre anúncios de dispositivos não homologados em plataformas digitais

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  • Lojas online e Anatel firmaram acordo para combater venda de minicelulares em presídios.
  • Marketplaces como Amazon e Mercado Livre adotarão tecnologias para verificar homologação dos aparelhos.
  • Minicelulares são encontrados em presídios e evitam detecção por sistemas de vigilância.
  • Dispositivos têm tamanho reduzido, como tampa de caneta, e já foram engolidos por detentos.
  • Plataformas devem implementar medidas de controle e formar grupo de trabalho com a Anatel.
Minicelular, do tamanho da tampa de uma caneta, foi apreendido dentro de cela da prisão em Canoas | Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS
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Lojas online e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) firmaram na última terça-feira (23) um acordo para combater a venda de minicelulares. Os dispositivos são encontrados em presídios e representam riscos à segurança.

A iniciativa envolve principalmente os marketplaces das lojas online, modelo em que vendedores utilizam a estrutura de grandes sites de comércio eletrônico para ofertar seus produtos.

Participam do acordo Amazon, Shopee, Mercado Livre, Casas Bahia, Magalu, Carrefour e Temu.

Segundo a Anatel, o tamanho extremamente reduzido desses aparelhos “burla sistemas de vigilância em unidades prisionais”.

Para reforçar o controle, o acordo prevê que as plataformas adotem tecnologias, incluindo inteligência artificial, para verificar se o número de homologação da Anatel corresponde ao aparelho anunciado.

Esse número funciona como uma espécie de “RG” do celular, permitindo identificar fabricante e modelo.

Falhas na identificação de produtos

Segundo o superintendente Vinicius Caram, há um “elevado percentual de anúncios que não informam o número de homologação, o modelo do equipamento ou o fabricante, além daqueles que apresentam divergências entre as especificações divulgadas e o produto ofertado”.

As plataformas também deverão apresentar outras medidas de controle, além da checagem da homologação, e formar um grupo de trabalho com a Anatel para acompanhar a implementação das ações.

Uso de minicelulares em presídios

O principal atrativo desse tipo de aparelho é o tamanho extremamente reduzido.

Em 2023, agentes prisionais de Canoas (RS) encontraram um celular desse tipo em uma cela. O dispositivo não foi detectado pelos equipamentos de fiscalização.

Nesse caso, o aparelho tinha o tamanho de uma tampa de caneta.

Outro modelo foi localizado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto (SP), tão pequeno que um detento chegou a engolir três aparelhos, além de quatro baterias.

Ainda em 2025, um minicelular em formato de lata de refrigerante foi apreendido em um presídio de Cuiabá (MT). O equipamento também entrou na unidade sem ser detectado pelos sistemas de fiscalização.

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