- A Taxa de Turismo Sustentável (TTs) entra em vigor na segunda-feira em Angra dos Reis.
- A tarifa gerará recursos para investimentos em infraestrutura, segundo a prefeitura.
- O preço mínimo da taxa é de 5 Ufirs (R$ 24,80) para visitantes que chegam em Angra e fazem um bate-e-volta às ilhas.
- A cobrança causa controvérsia entre moradores e operadores de turismo, especialmente na Praia do Abraão.
Passear por Angra dos Reis - para admirar a cidade ou conhecer as praias da Ilha Grande - vai sair mais caro para os visitantes. Nesta segunda-feira, cinco meses depois do previsto (1° de janeiro), entra em vigor a chamada Taxa de Turismo
Sustentável (TTs). A prefeitura alega que a tarifa vai gerar recursos para investimentos em infraestrutura, mas a cobrança causa controvérsia entre moradores e operadores de turismo.
Pela regra original, quem desembarcasse em uma das 365 ilhas do município até janeiro de 2027 teria que pagar 10 Ufirs (R$ 49,60) por até 24 horas de permanência e uma Ufir
(R$ 4,96) por cada dia a mais de visita, além de uma taxa de serviço de 12% (sobre o total) pela emissão da autorização. Caso o embarque se desse em Conceição de Jacareí ou
Mangaratiba, o valor dobraria. Agora, o preço mínimo começa em 5 Ufirs (R$ 24,80) para quem chega em Angra e faz um bate e volta às ilhas; ou
9 Ufirs (R$ 44,64) se chegar por outra cidade, mais a taxa de 12%.
O sistema de cobrança é virtual. Tanto moradores quanto pessoas que trabalham na cidade ou nas ilhas devem se cadastrar no portal Viva Angra e emitir uma carteirinha com foto. Já os turistas precisam pagar a taxa. Na cidade e na Ilha Grande há totens para quitar o tributo; e há opção de fazê-lo pela internet, via portal. O visitante deve indicar se vai simplesmente fazer uma visita (sem qualquer outra despesa), se ficará hospedado ou se contratou algum passeio específico (nestes casos, é preciso registrar o comprovante do serviço contratado).
- O problema é que só existe um controle efetivo de cobrança dos visitantes que desembarcam na Praia do Abraão, onde estão os principais bares, restaurantes e meios de hospedagem, que vão ter prejuízo. Se o turista alugar ou vier em um barco próprio de outra cidade e escolher descer em Araçatiba ou na Lagoa Azul não vai pagar nada- diz Fábio Nunes Ferreira, integrante da Associação de Meios de Hospedagem da Ilha Grande.
Os equipamentos foram instalados na Praia do Abraão para testes há quase um mês. A lei prevê que caso algum fiscal identifique turistas que não quitaram o tributo, a multa será o dobro da taxa devida.