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Anvisa aprova cinco novas canetas para tratamento de diabetes e obesidade

Três medicamentos são indicados para diabetes e dois para obesidade. Com os novos registros, número de canetas aprovadas pela agência em 2026 chega a 20.

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  • A Anvisa aprovou cinco canetas com liraglutida e semaglutida para diabetes e obesidade.
  • Os medicamentos foram publicados no DOU e aumentam a concorrência no Brasil.
  • As canetas são agonistas do receptor de GLP-1, que ajudam no controle da glicose e do apetite.
  • A venda exige apresentação e retenção da receita médica na farmácia desde 2025.
  • Os medicamentos podem causar efeitos adversos, como náuseas e pancreatite aguda.
caneta emagrecedora | Foto: Imagem de Freepik
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou cinco novas canetas à base de liraglutida e semaglutida, substâncias utilizadas no tratamento da diabetes e da obesidade. Dos medicamentos autorizados, três são indicados para o controle da diabetes e dois para o tratamento da obesidade.

Os novos registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29). Com as autorizações, o número de canetas dessa classe aprovadas pela agência em 2026 chega a 20 medicamentos. Os produtos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, que imitam a ação de um hormônio produzido pelo intestino e auxiliam no controle da glicose no sangue e do apetite.

Novas canetas podem ampliar a concorrência

A aprovação dos medicamentos amplia a quantidade de produtos registrados no Brasil e pode aumentar a concorrência entre os fabricantes. No entanto, a autorização da Anvisa não significa que as canetas estarão imediatamente disponíveis nas farmácias, nem garante uma redução nos preços.

Até o momento, as datas de lançamento e os valores de comercialização dos novos medicamentos não foram informados.

Quais são as cinco canetas aprovadas pela Anvisa?

As novas autorizações incluem três medicamentos à base de liraglutida e dois de semaglutida, divididos entre tratamentos para diabetes e obesidade.

Canetas indicadas para diabetes

Entre os medicamentos aprovados para o tratamento da diabetes estão:

  • Aribet (liraglutida): registrado pela Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos, com fabricação da empresa indiana Biocon.

  • Embeltah (semaglutida): registrado pela Dr. Reddy's Farmacêutica do Brasil, com fabricação da indiana OneSource Specialty.

  • Sevema (semaglutida): registrado pela Aché Laboratórios Farmacêuticos, também com fabricação da OneSource Specialty.

Canetas indicadas para obesidade

Para o tratamento da obesidade, a Anvisa autorizou dois medicamentos à base de liraglutida:

  • Lyrza (liraglutida): indicado para o controle do peso em conjunto com exercícios físicos e mudanças na alimentação. O registro foi concedido à Farma Vision, com fabricação da Biocon.

  • Wylovol (liraglutida): também indicado para o tratamento da obesidade, associado à prática de exercícios físicos e à alimentação adequada. O medicamento foi registrado pela Farma Vision e é fabricado pela Biocon.

Apesar de alguns produtos compartilharem o mesmo princípio ativo, as indicações e os esquemas de tratamento podem variar. Por isso, uma caneta aprovada para diabetes não está automaticamente autorizada para o tratamento da obesidade.

Venda exige receita médica retida na farmácia

Desde 2025, a comercialização de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 no Brasil exige apresentação e retenção da receita médica na farmácia.

A medida foi adotada pela Anvisa diante do aumento do uso desses medicamentos sem acompanhamento profissional. A exigência busca reforçar o controle sobre a comercialização e o uso dos produtos.

Quais são os riscos das canetas para diabetes e obesidade?

Embora sejam frequentemente conhecidas como canetas emagrecedoras, essas medicações podem provocar efeitos adversos, como náuseas, vômitos e diarreia. Em casos menos frequentes, também podem ocorrer complicações potencialmente graves, como a pancreatite aguda.

Por isso, o uso deve ocorrer com prescrição e acompanhamento médico. A escolha do medicamento depende de uma avaliação individualizada, que considere as condições de saúde do paciente, as possíveis contraindicações e os objetivos do tratamento.

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