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Anvisa deve aprovar mais 8 canetas emagrecedoras até o fim do ano

Expectativa é que o preço desse tipo de medicamento caia. A agência também prevê mais fiscalizações para coibir o contrabando e venda de canetas irregulares.

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  • A Anvisa deve aprovar oito medicamentos análogos de GLP-1 até o fim de 2026, incluindo seis já aprovados neste ano.
  • Medicamentos como Ozivy e Zempneo foram aprovados em 2026, com foco no tratamento da obesidade e diabetes tipo 2.
  • A Anvisa otimizou o processo de análise, visando reduzir filas e aumentar a concorrência entre fabricantes.
  • A maior oferta pode reduzir preços e diminuir a procura por produtos ilegais, que são mais caros.
  • Conitec recomendou não incorporar os medicamentos ao SUS devido ao alto custo e impacto orçamentário.
Anvisa deve aprovar novas marcas até o fim do ano | Foto: Divulgação
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve aprovar, até o fim de 2026, mais oito registros de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A informação foi divulgada pelo presidente da agência, Leandro Safatle, durante conversa com jornalistas nesta terça-feira (4).

Seis medicamentos já foram aprovados neste ano

Em 2026, a Anvisa já concedeu registro a seis medicamentos à base de semaglutida, substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Em maio, foi aprovado o Ozivy, fabricado pela EMS. Na semana passada, a agência autorizou o registro de outros cinco medicamentos.

As canetas aprovadas neste ano são:

  • Ozivy (EMS);
  • Zempneo (Brainfarma);
  • Semavy (Cosmed);
  • Orsema (Ranbaxy);
  • Seemasun (Sun Farmacêutica);
  • Owozy (Ávita Care).

Anvisa quer reduzir fila de registros

Segundo Leandro Safatle, o aumento no número de aprovações é resultado da otimização do processo de análise dos pedidos de registro. O presidente da Anvisa afirmou ainda que a agência pretende eliminar as filas de análise em todas as áreas até dezembro deste ano.

De acordo com Safatle, a ampliação do número de medicamentos registrados tende a aumentar a concorrência entre os fabricantes, o que pode contribuir para a redução dos preços.

Segundo ele, a queda nos valores também pode diminuir a procura por produtos irregulares, contrabandeados ou sem autorização da Anvisa, já que o alto custo é um dos principais fatores que levam consumidores a recorrerem ao mercado ilegal.

O alto custo desses medicamentos também foi um dos motivos que levaram a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a recomendar a não incorporação das canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde avaliou que a adoção desses medicamentos teria um impacto orçamentário superior a R$ 8 bilhões.

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