Teresina tem apenas 35 semáforos com sinalização sonora

Entidades consideram que número não é suficiente

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João Marcelo Ferry

Teresina conta atualmente com 35 semáforos sonoros dentro de seu território, os equipamentos são bastante importantes para a segurança de pedestres que querem atravessar vias muito movimentadas. Essa importância é ainda maior quando se trata das pessoas que possuem alguma deficiência visual. Para elas, este tipo de equipamento é essencial para que tenham seu direito a acessibilidade respeitado, no entanto a Associação de Cegos do Piauí (ACEP) ainda vê necessária uma evolução nesse quesito dentro da cidade.

O presidente da ACEP, Adailton Pacheco, fala que nos últimos cinco anos o número de semáforos sonoros já evolui consideravelmente, mas ainda está longe de ser satisfatório para uma cidade do tamanho de Teresina.

“Antes, nós tínhamos por volta de 12 sinais sonoros, hoje chegamos aos 35. Ainda é um número muito abaixo da realidade necessária, ainda mais para uma cidade com mais de 300 semáforos. Outro ponto que percebemos é que muitos desses novos semáforos sonoros, não foram instalados para suprir diretamente uma necessidade da população com deficiência visual, mas sim por causa somente da chegada dos corredores de ônibus, como se essa população não fosse ainda a prioridade”, comenta o presidente da ACEP.

Adailton aponta ainda que, próximo às áreas com as novas estações, é possível perceber essa necessidade de semáforos sonoros sendo cumprida, no entanto, ao se afastar da região mais central da cidade é possível ver um descaso com essa situação. “Hoje o trânsito intenso está em toda a cidade, em todos os bairros, mas se você se afastar um pouco e ir para bairros mais distantes percebe que mesmo com essa intensidade, não existe um cuidado para promover uma acessibilidade para as pessoas com deficiência visual que dependem desse tipo de equipamento”, acrescenta Adailton.

Segundo ele, é preciso ainda entender que a acessibilidade não é promovida apenas pela presença de sinal sonoro ou não, mas sim por um conjunto de elementos que complementam a acessibilidade que o sinal sonoro da início. “O piso tátil é um elemento essencial para guiar o deficiente visual que desembarca em uma estação de ônibus. Existem estações que o piso está lá e auxilia de fato no deslocamento da pessoa com necessidade especial, mas existem outros casos em que não existe o piso e a acessibilidade fica sendo quase que parcial. É preciso mudar isso e fornecer todos os meios para a acessibilidade estar presente ali de forma completa”, comenta o presidente da ACEP.

O diretor de Trânsito e Sistema Viário da Strans, José Falcão, informou que o órgão sempre recebe as demandas e busca atender da melhor forma possível a situação. “Nós sempre mantemos um canal aberto para esse tipo de demanda e vamos verificar a presença desses elementos que complementam a acessibilidade do semáforo sonoro. Existem elementos da acessibilidade que estão na alçada da SDU responsável pela região, então é necessário que a comunidade também perceba a qual órgão precisa recorrer”

A Strans informou ainda que com a finalização de novos corredores, mais semáforos sonoros serão acrescentados na cidade.

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