- AVC causa uma morte a cada seis minutos no Brasil, segundo dados de 2026.
- Brasil registrou 50.424 mortes e 182.253 internações por AVC em 2026.
- AVC ocorre por interrupção do fluxo sanguíneo ou rompimento de vasos cerebrais.
- Sintomas como fraqueza, fala dificultada e dor de cabeça exigem atendimento imediato.
- Prevenção inclui controle da pressão arterial, dieta e exercícios regulares.
O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. Dados divulgados em 2026 apontam que a doença provoca uma morte a cada seis minutos no país, reforçando o alerta para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do atendimento de emergência.
Segundo dados do DATASUS citados em reportagem publicada neste domingo (11), o Brasil registrou 50.424 mortes e 182.253 internações por AVC na rede pública nos primeiros sete meses de 2026. Os números evidenciam o impacto da doença, que pode provocar sequelas permanentes e comprometer a capacidade de realizar atividades cotidianas.
O AVC acontece quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe. Sem receber oxigênio e nutrientes suficientes, as células cerebrais começam a morrer, o que pode causar danos graves em pouco tempo.
Um dos principais desafios é reconhecer os sintomas logo no início. Os sinais geralmente aparecem de forma súbita e podem incluir fraqueza ou perda de força em um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar ou compreender outras pessoas, perda repentina da visão, tontura intensa, dificuldade para caminhar e dor de cabeça súbita e muito forte, sem causa aparente.
Ao identificar qualquer um desses sintomas, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192. Mesmo que os sinais desapareçam após alguns minutos, a avaliação médica continua sendo indispensável. Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento, maiores são as chances de sobrevivência e de redução das sequelas.
A prevenção também desempenha um papel importante na redução dos casos. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o AVC, pois a pressão elevada pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar a possibilidade de obstrução ou rompimento de uma artéria cerebral. Diabetes, colesterol alto, obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas também estão associados ao desenvolvimento da doença.
Para diminuir os riscos, especialistas recomendam manter a pressão arterial e a glicemia controladas, adotar uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e evitar o cigarro. Consultas médicas periódicas também ajudam a identificar alterações que podem passar despercebidas.
Embora o risco de AVC aumente com o envelhecimento, a doença pode atingir pessoas de diferentes idades. Por isso, é importante não ignorar sintomas repentinos nem adiar a investigação de fatores de risco.
Diante de uma suspeita de AVC, a orientação é não esperar que os sintomas melhorem e não oferecer medicamentos por conta própria. Acionar o Samu pelo 192 e informar, se possível, o horário em que os primeiros sinais apareceram pode fazer a diferença no tratamento e na recuperação do paciente.