SEÇÕES

Bebê de 1 ano fica com carregador cravado na testa após cair de cama em MG

Menina passou por cirurgia de emergência na segunda-feira (12) e recebeu alta nesta sexta-feira (16)

Objeto perfurante atravessou o osso do crânio da criança e atingiu o tecido cerebral | Foto: Reprodução
Siga-nos no

Uma menina de 1 ano e seis meses precisou passar por cirurgia de urgência após cair da cama e ter um carregador de celular cravado na testa, em Divinópolis, cidade da região Oeste de Minas Gerais. O acidente ocorreu na última segunda-feira (12), segundo o neurocirurgião Bruno Castro, responsável pelo atendimento.

De acordo com o médico, a principal hipótese é que a criança estava com o carregador na mão quando caiu, e o objeto perfou a região frontal do crânio, próximo ao olho.

“Familiares contaram que, por volta das sete horas, a mãe escutou o choro da menina e a encontrou caída no chão do quarto, com sinais de sangramento e o carregador cravado atravessando o crânio”, relatou Bruno Castro.

Atendimento imediato e cirurgia

Após perceber a gravidade da situação, a criança foi levada imediatamente pelo Samu ao Hospital São João de Deus, onde passou por procedimentos de limpeza, retirada do objeto, lavagem, fechamento e reconstrução da área afetada.

“A tomografia mostrou que o pino havia transfixado a calota craniana. A cirurgia foi rápida, tranquila e sem intercorrências”, explicou o neurocirurgião.

A menina ficou 36 horas em observação no CTI pediátrico. Uma nova tomografia indicou que não havia mais sangramento intracraniano, permitindo sua transferência para a enfermaria.

Foto do cránio da criança pós-cirurgia no Hospital São João de Deus (Foto: Reprodução)

Alta hospitalar e recuperação

Nesta sexta-feira (16), a criança recebeu alta hospitalar. Segundo Bruno Castro, o maior risco de um traumatismo desse tipo é infecção, já que o cérebro é totalmente asséptico e qualquer germe pode causar meningite ou encefalite.

Apesar do impacto visual da foto do acidente, o machucado foi considerado pequeno e localizado, na ponta do lobo temporal. O especialista destacou que a criança tem grande capacidade de recuperação e há alta probabilidade de não apresentar sequelas.

Tópicos
Carregue mais
Veja Também