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Brasileira denuncia agressão a filho com autismo severo durante abordagem policial em Portugal

Adolescente de 15 anos fugiu da escola na última sexta-feira (20) quando foi imobilizado em uma calçada após adentar em apartamento; família pede por justiça

Jovem autista sofre agressões em Portugal durante abordagem policial | Foto: Reprodução/Redes Socias
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Uma mãe denunciou que o filho, de 15 anos, diagnosticado com autismo severo, foi vítima de agressões durante uma abordagem policial na cidade de Leiria, em Portugal. O adolescente teria fugido de uma escola pública quando foi imobilizado por seis policiais em uma calçada, após entrar em um apartamento. O caso aconteceu na última sexta-feira (20). 

De acordo com ela, o jovem foi para a escola pela manhã e, por volta das 13h, ela foi chamada pela direção da instituição para ir até o local.

“Eu quero saber quem foram as pessoas que agrediram meu filho. Eu cheguei na escola e vi uma criança acuada, com o rosto muito machucado e com muito medo. A minha reação foi de me ajoelhar ao lado do meu filho e pedir perdão por toda aquela violência que ele tinha passado”, disse a mãe do garoto.

O QUE ACONTECEU?

Por meio das redes sociais, a cabeleireira Dira Thomasi relatou o que aconteceu. Bastante emocionada, ela afirmou ainda tentar entender o ocorrido e disse que, por seu filho ter autismo severo não verbal, isso impossibilitaria que ele pudesse se defender ou explicar o desenrolar dos fatos.

Mãe denuncia agressões contra filho autista em Portugal - Foto: Reprodução 

A mãe afirma que, ao fugir da escola, Murilo caminhou por cerca de 500 metros e, em seguida, entrou em uma residência onde vive um idoso de 80 anos. Diante da situação, os moradores acionaram a polícia local.

Estamos muito abalados, a família, com toda a violência. O Murilo é um menino visualmente autista. Ele desceu da escola, andou por meio quilômetro e entrou em uma casa com um senhor de 80 anos. Será que seis policiais não identificaram a deficiência do menino?, explicou Dira.

De acordo com ela, o adolescente, mesmo após o episódio, ainda demonstra sinais de medo e, inclusive, frequentemente acorda durante a noite assustado.

A defesa da família afirma que irá buscar a responsabilização criminal pelos fatos. Além disso, Dira Thomasi faz um apelo para que o caso seja amplamente divulgado e não caia no esquecimento. Até o momento, as autoridades policiais ainda não se pronunciaram sobre o caso.

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