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Candidato processa universidade após tirar zero com redação “rebuscada”

Trechos da redação chegaram a ser publicados pelo próprio candidato, o que gerou críticas e também comentários irônicos sobre a linguagem adotada

O candidato pede que a Justiça determine a apresentação de uma justificativa mais detalhada sobre a avaliação da prova | Foto: Reprodução
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Um estudante de 18 anos entrou na Justiça para questionar a nota zero atribuída à sua redação no vestibular da Fuvest 2026. Ele disputava uma vaga no curso de Direito da Universidade de São Paulo, mas acabou desclassificado após a correção da prova.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais por causa do estilo do texto, marcado pelo uso de palavras pouco usuais e construções consideradas complexas. Trechos da redação chegaram a ser publicados pelo próprio candidato, o que gerou críticas e também comentários irônicos sobre a linguagem adotada. Após a repercussão, as postagens foram apagadas.

O QUE DIZ A FUNDAÇÃO?

De acordo com a fundação responsável pelo vestibular, a nota zero não teve relação com o vocabulário empregado, mas com o não atendimento ao tema proposto, que discutia os limites do perdão. A banca avaliadora entendeu que o texto não apresentou desenvolvimento adequado da proposta nem demonstrou compreensão suficiente do assunto.

A instituição também informou que o processo de correção seguiu os critérios previstos no edital, com avaliações independentes feitas por mais de um examinador. Em casos de divergência, a redação pode passar por até quatro correções para garantir a imparcialidade.

Agora, o candidato pede que a Justiça determine a apresentação de uma justificativa mais detalhada sobre a avaliação da prova.

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