A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo voltou a acender o alerta para a importância da vacinação no país. A criança, diagnosticada na última semana, ainda não tinha idade para receber a dose do imunizante.
De acordo com o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), a primeira dose da vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — é aplicada apenas aos 12 meses. Antes disso, os bebês dependem da chamada proteção coletiva, formada por altos índices de vacinação na população.
QUEDA NA COBERTURA VACINAL
Especialistas alertam que a queda na cobertura vacinal aumenta o risco de circulação do vírus, especialmente em casos importados. No episódio recente, a bebê havia viajado com a família para a Bolívia, que enfrenta um surto da doença desde o ano passado.
O sarampo é considerado uma doença altamente contagiosa, com grande capacidade de transmissão entre pessoas não vacinadas. Por isso, manter altos índices de imunização é fundamental para evitar novos surtos.
Dados recentes mostram que, embora a maioria das crianças receba a primeira dose da vacina, parte delas não completa o esquema vacinal no tempo recomendado, o que compromete a proteção coletiva.
Mesmo com o registro do caso, o Brasil ainda mantém o certificado de área livre do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde em 2024, já que não há transmissão sustentada da doença no país. Ainda assim, autoridades de saúde reforçam a necessidade de manter a vacinação em dia para evitar novos registros.