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CNJ abre apuração sobre absolvição de acusado de estuprar menina de 12 anos

O CNJ abriu um pedido de providências para investigar a decisão do TJMG de absolver um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. Entenda o caso e as implicações.

CNJ investiga TJMG por absolvição em estupro de vulnerável | Foto: Reprodução/TJMG
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A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) determinou a abertura de um Pedido de Providências (PP) para investigar a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que absolveu um homem de 35 anos, acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. 

Na determinação, o ministro Mauro Campbell Marques informou que o TJMG será formalmente incluído no processo para esclarecer o caso, que ganhou repercussão na imprensa. Ele estabeleceu o prazo de cinco dias para que o tribunal e o desembargador Magid Nauef Láuar prestem as informações iniciais.

A apuração ocorre após a Corte mineira absolver o acusado, reformando a sentença de primeira instância que o havia condenado a nove anos e quatro meses de prisão. 

O relator do caso, desembargador Láuar, entendeu que havia um "vínculo afetivo consensual" entre o réu e a vítima, sendo acompanhado pelo desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo. A desembargadora Kárin Emmerich votou de forma divergente. A decisão gerou reações imediatas de parlamentares de diversos espectros políticos.

Embora o Código Penal estabeleça que atos libidinosos com menores de 14 anos configurem estupro de vulnerável — e o STJ reforce que consentimento ou relacionamentos anteriores não afastam o crime —, o desembargador Magid Láuar considerou que o caso em Indianópolis possuía "peculiaridades" que justificariam a não aplicação automática dos precedentes. 

Em seu voto, ele afirmou que o relacionamento possuía "aquiescência dos genitores" e era vivenciado publicamente. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) já informou que adotará as providências processuais cabíveis para recorrer da decisão.

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