A busca por procedimentos estéticos faciais no Brasil segue em alta, acompanhando uma tendência global de valorização da harmonia facial. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o país está entre os líderes mundiais em cirurgias plásticas, com milhares de intervenções realizadas anualmente. Dentro desse universo, técnicas menos invasivas e mais específicas têm ganhado espaço — como a alectomia, procedimento ainda pouco conhecido do grande público, mas cada vez mais procurado por pacientes que desejam ajustes sutis no nariz.
A alectomia é uma cirurgia voltada exclusivamente para a redução e o estreitamento das asas nasais. Segundo o cirurgião plástico Davis Barbosa, o procedimento é indicado para casos bastante específicos. “A alectomia é uma cirurgia em que é feita a diminuição e estreitamento das asas nasais. É indicada para pacientes que têm um nariz com boas proporções de ponta e dorso, mas que têm as asas largas, desproporcionais com as demais áreas do nariz”, explica.
Diferente da rinoplastia tradicional, que promove alterações mais amplas na estrutura nasal, a alectomia é considerada uma intervenção mais pontual. “A alectomia é uma cirurgia mais localizada, de pequeno porte, para tratar apenas as asas nasais. Já a rinoplastia é uma cirurgia mais completa, em que todas as áreas do nariz podem ser tratadas”, detalha o especialista. Ele ressalta ainda que os dois procedimentos não são excludentes. “A alectomia pode ser uma parte da rinoplastia, quando é necessária”, acrescenta.
Na prática, a cirurgia é relativamente simples e pode ser realizada em ambiente ambulatorial. “Normalmente a cirurgia é feita na clínica, sob anestesia local. As incisões são feitas na dobra entre a asa nasal e a pele da bochecha. É um local em que a cicatriz fica muito bem escondida e raramente é visível”, afirma Davis Barbosa. Esse aspecto discreto tem sido um dos fatores que contribuem para o aumento da procura.
Outro ponto que chama atenção é a durabilidade dos resultados. De acordo com o cirurgião, não há risco de reversão com o passar do tempo. “O resultado é definitivo. Não há possibilidade de a asa voltar a crescer”, garante.
O pós-operatório também costuma ser tranquilo, o que favorece a adesão ao procedimento. “O pós-operatório é de pouca dor. O paciente costuma ter condições físicas de retomar suas atividades de trabalho em 24 horas. Entretanto, como não é conveniente se expor com os pontos visíveis, o retorno às atividades costuma ser após uma semana”, orienta.