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O legado da professora Margareth Torres de Alencar Costa para o ensino de espanhol no Piauí

Mais do que um reconhecimento recente em âmbito internacional, a homenagem recebida no México simboliza uma caminhada construída ao longo de décadas.

Foto: Cléo Costa |

Falar sobre o ensino de língua espanhola no Piauí é, inevitavelmente, falar sobre Margareth Torres de Alencar Costa. Sua trajetória se confunde com a própria consolidação da área no estado, marcada por pioneirismo, resistência e compromisso com a educação pública.

Mais do que um reconhecimento recente em âmbito internacional, a homenagem recebida no México simboliza uma caminhada construída ao longo de décadas. Uma trajetória que não apenas abriu caminhos, mas também transformou realidades especialmente no que diz respeito à formação de professores e à inserção do espanhol nas escolas públicas piauienses.

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Falo também a partir de um lugar de vivência. Tive a oportunidade de estudar na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e de atuar como estagiária na coordenação do curso de Letras Espanhol. Foi nesse espaço que acompanhei de perto o trabalho, a dedicação e, sobretudo, a luta da professora Margareth.

E quando digo luta, não é figura de linguagem.

A implementação e consolidação do ensino de espanhol no Piauí exigiram esforços contínuos: desde a busca por reconhecimento institucional até a formação qualificada de docentes. Em muitos momentos, foi necessário ir além das fronteiras do estado e até do país para estabelecer diálogos, firmar parcerias e trazer contribuições de professores internacionais que fortalecessem a área.

A professora Margareth teve papel fundamental nesse movimento. Foi protagonista na construção de uma rede de colaboração acadêmica, responsável por ampliar horizontes e elevar o nível da formação oferecida pela UESPI. Sua atuação também contribuiu diretamente para a implantação de cursos de especialização e pós-graduação, consolidando a universidade como referência na área.

Além disso, sua dedicação impactou diretamente a educação básica. Ao lutar pela presença do espanhol nas escolas públicas, ela ajudou a democratizar o acesso a uma segunda língua e a ampliar as possibilidades formativas de milhares de estudantes.

Hoje, é possível ver os frutos desse trabalho na formação de novos professores, muitos deles oriundos da própria UESPI, que seguem dando continuidade a esse legado.

Mais do que uma educadora, a professora Margareth construiu uma história. Um legado que permanece vivo não apenas nas instituições, mas nas pessoas que foram formadas, inspiradas e transformadas por sua atuação.

E é por isso que, ao falar de Letras Espanhol no Piauí, seu nome segue sendo a principal referência.

Uma referência que não se limita ao passado, mas que continua presente, ativa e essencial para o futuro da área.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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