- A Anatel aprovou uso de faixas de radiofrequência para comunicação direta entre satélites e celulares no Brasil.
- A tecnologia D2D permitirá smartphones se conectarem diretamente a satélites, sem antena tradicional da Starlink.
- O serviço depende de regulamentação, acordos com operadoras e homologação dos aparelhos para funcionar.
- Funcionalidades iniciais incluem envio de mensagens, compartilhamento de localização e alertas de emergência.
- Smartphones compatíveis incluem modelos da Apple, Samsung e Motorola, mas acesso ainda depende das operadoras.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o uso de faixas de radiofrequência para a comunicação direta entre satélites e celulares, abrindo caminho para a chegada da tecnologia Direct-to-Device (D2D) no Brasil. Na prática, a novidade permitirá que smartphones compatíveis se conectem diretamente a satélites, sem a necessidade da antena tradicional da Starlink. No entanto, o serviço ainda depende de regulamentação, acordos com operadoras e da homologação dos aparelhos.
A tecnologia promete ampliar a conectividade em locais onde o sinal das operadoras é inexistente ou instável, como áreas rurais, fazendas, rodovias, regiões de fronteira e comunidades isoladas. Para o agronegócio, a novidade pode facilitar a comunicação em campo, além de apoiar atividades como monitoramento de propriedades, logística e agricultura de precisão.
Apesar do avanço, a internet via satélite no celular não oferecerá, inicialmente, a mesma experiência do 4G ou 5G. A expectativa é que o serviço comece com funções básicas, como envio de mensagens de texto, compartilhamento de localização e alertas de emergência. Chamadas de voz e acesso à internet em maior velocidade deverão ser liberados em etapas futuras.
MODELOS COMPATÍVEIS
Entre os aparelhos compatíveis estão os iPhones a partir da linha 14, modelos recentes das linhas Galaxy A, S, Z Flip e Z Fold, da Samsung, além de smartphones Motorola das linhas Moto G 5G, Edge e Razr lançados nos últimos anos. Mesmo assim, possuir um aparelho compatível não garante acesso imediato ao serviço, que dependerá da adesão das operadoras brasileiras.
Após a decisão da Anatel, a área técnica da agência terá até 90 dias para definir as especificações necessárias para a implementação da tecnologia. Na sequência, serão necessários testes, acordos comerciais e adaptações nos sistemas antes do lançamento oficial no país.
QUANDO?
Ainda não há previsão para o início da operação no Brasil. A expectativa é que a conectividade via satélite seja oferecida inicialmente sem custo adicional em alguns planos, mas, com a expansão dos serviços, as operadoras poderão criar pacotes específicos. Para especialistas, a tecnologia representa um avanço importante para ampliar a cobertura de telefonia, especialmente em regiões onde a infraestrutura terrestre ainda é limitada.
Com informações de Agrolink