Com aeroporto de Porto Alegre alagado, empresas criam voos emergenciais para o Sul

O governo anunciou a expansão da capacidade de sete aeroportos regionais do interior do Rio Grande do Sul e dois de Santa Catarina para a realização de até 116 voos comerciais semanais

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Aeroporto de Porto Alegre inundado | Wesley Santos/Reuters
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As empresas de transporte aéreo no Brasil elaboraram um plano emergencial para atender à demanda no sul do país, em virtude do fechamento do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, devido às inundações que afetaram a capital gaúcha desde a última sexta-feira (3). As companhias Azul, Gol e Latam planejaram cerca de 400 voos extras para Paraná, Santa Catarina e cidades do interior do Rio Grande do Sul, até o dia 30 de maio, período em que o aeroporto permanecerá fechado.

O governo anunciou a expansão da capacidade de sete aeroportos regionais do interior do Rio Grande do Sul e dois de Santa Catarina para a realização de até 116 voos comerciais semanais. A Azul programou 150 voos adicionais até o final do mês, partindo e chegando de municípios gaúchos como Santo Ângelo, Pelotas, Uruguaiana e Santa Maria, além de Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), com destino a Viracopos, em Campinas.

Os voos adicionais das empresas registraram um aumento de 19% no fluxo de passageiros recebidos pelo Aeroporto Internacional de Florianópolis entre sábado (4) e sexta-feira (10), em comparação com a semana anterior. A Gol criou 122 voos extras até 30 de maio, expandindo a oferta a partir de São Paulo para cidades gaúchas como Caxias do Sul e Passo Fundo, além de Chapecó (SC), e do Rio de Janeiro (Galeão) para Florianópolis.

A Latam também lançou uma malha aérea emergencial, adicionando 46 voos semanais entre São Paulo e os aeroportos catarinenses de Jaguaruna e Florianópolis, e de Caxias do Sul. Tanto a Gol quanto a Latam aguardam autorização da Anac para ampliar o limite de voos para Caxias do Sul e expandir a oferta.

Enquanto isso, a Fraport Brasil, administradora do Aeroporto Salgado Filho, está organizando a operação de voos comerciais a partir da Base Aérea de Canoas (RS), visando o transporte de passageiros, cargas e ajuda humanitária. O fechamento do aeroporto Salgado Filho por quase um mês é um acontecimento sem precedentes na história da aviação brasileira, gerando impactos significativos nas operações aéreas da região.



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