- Diretor da CIA, John Ratcliffe, teria visitado Moscou, segundo informações da CBS e Axios, sem confirmação oficial dos governos norte-americano e russo.
- Aeronave militar dos EUA, Boeing Globemaster, saiu da Letônia com destino a Moscou, segundo dados do Flightradar24, com saída prevista às 4h (horário de Brasília).
- Possíveis motivos da viagem incluem a guerra na Ucrânia, conflito com o Irã e negociações com prisioneiros, segundo informações do Financial Times.
- Estados Unidos teria pedido à Ucrânia que evitasse ataques contra regiões do norte da Rússia durante o período da possível visita de Ratcliffe.
- Anteriormente, Trump enviou Kushner e Witkoff a Moscou para reuniões com Putin, mas não há confirmação oficial da presença de Ratcliffe na Rússia.
O diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Ratcliffe, teria visitado Moscou, na Rússia, nesta terça-feira (25), segundo informações divulgadas pela rede CBS e pelo site Axios, com base em fontes do governo norte-americano. Os governos dos Estados Unidos e da Rússia não confirmaram oficialmente a viagem, cujo motivo também não foi informado.
Avião militar
A possível viagem ganhou força após dados do Flightradar24 mostrarem uma aeronave militar dos Estados Unidos saindo da Letônia com destino ao Aeroporto Vnukovo, em Moscou. Mais tarde, o mesmo avião foi registrado deixando a capital russa.
A aeronave é um Boeing Globemaster, de matrícula americana 07-7181. Segundo os dados de voo, o deslocamento para Moscou ocorreu por volta das 4h, no horário de Brasília. O avião havia chegado a Riga, capital da Letônia, no dia 23 de agosto, vindo da base aérea de Camp Springs, próxima a Washington.
Questionado sobre o voo, o porta-voz do Kremlin afirmou durante uma coletiva que não tinha informações sobre a possível visita.
Possíveis motivos
O deslocamento de Ratcliffe ocorre em meio a diferentes questões envolvendo Washington e Moscou. Entre os possíveis assuntos estão a guerra na Ucrânia, o conflito com o Irã e possíveis negociações envolvendo prisioneiros.
Segundo o Financial Times, os Estados Unidos teriam pedido à Ucrânia que não realizasse ataques contra Moscou, São Petersburgo ou outras regiões do norte da Rússia entre segunda-feira (24) e quarta-feira (26), período que coincidiria com a possível viagem da autoridade americana. O pedido teria sido aceito.
A visita, caso confirmada, seria um deslocamento incomum para o chefe da principal agência de inteligência externa dos Estados Unidos.
Diálogos anteriores
Em outras ocasiões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou o genro Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff a Moscou para reuniões com o presidente russo, Vladimir Putin.
Até o momento, porém, não houve confirmação oficial de que Ratcliffe esteve em Moscou nem detalhes sobre uma eventual agenda na Rússia.