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- O dólar caiu a R$ 4,9518 no mercado brasileiro, registrando seu menor valor desde março de 2024.
- O Ibovespa avançou 1,39% e fechou aos 187.318 pontos, impulsionado por indicadores econômicos e decisões monetárias no Brasil e exterior.
- Os juros mais elevados no Brasil tendem a atrair capital estrangeiro, valorizando o real frente ao dólar.
- O preço do petróleo alcançou US$ 118,03, o maior nível desde 2022, devido às tensões no Oriente Médio.
O dólar encerrou esta quinta-feira (30) em queda no mercado brasileiro, cotado a R$ 4,9518, registrando seu menor valor desde março de 2024. Já o Ibovespa avançou 1,39% e fechou aos 187.318 pontos, impulsionado por um cenário de indicadores econômicos e decisões monetárias no Brasil e no exterior.
No país, o Banco Central do Brasil, por meio do Comitê de Política Monetária, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve optou por manter os juros entre 3,50% e 3,75%, dentro do esperado pelos investidores. Juros mais elevados no Brasil tendem a atrair capital estrangeiro, o que contribui para a valorização do real frente ao dólar.
INTERNACIONAL
O cenário internacional também influenciou o mercado. As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores, especialmente diante das dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O impacto se reflete no preço do petróleo, com o barril do Brent alcançando US$ 118,03, o maior nível desde 2022.
Entre os indicadores, a inflação dos EUA medida pelo PCE teve alta de 0,7% em março, enquanto no Brasil a taxa de desemprego ficou em 6,1% no trimestre encerrado no mesmo mês, segundo o IBGE — o menor índice para o período desde 2012.
No exterior, os principais índices de Wall Street fecharam em alta, com destaque para o Dow Jones (+1,62%), S&P 500 (+1,02%) e Nasdaq (+0,89%), impulsionados por resultados corporativos positivos. Na Europa, o desempenho também foi majoritariamente positivo, enquanto na Ásia os mercados tiveram comportamento misto, refletindo as incertezas globais.