A rede de farmácias Ultrafarma comunicou uma mudança profunda em sua estratégia de atuação no mercado ao decidir pelo encerramento de todas as lojas físicas atualmente em funcionamento. A medida integra um plano de reposicionamento da marca, que pretende concentrar o atendimento presencial em apenas uma unidade modelo.
UNIDADE CONCEITO
O novo espaço, com cerca de três mil metros quadrados, será instalado na Zona Norte da cidade de São Paulo e deverá reunir, em um único endereço, serviços de farmácia convencional, manipulação e ótica. A empresa, no entanto, ainda não informou quando as lojas existentes serão efetivamente fechadas nem a data de inauguração da nova estrutura.
APOSTA NO DIGITAL
Com a reformulação, o comércio eletrônico passa a ser o eixo central das operações da companhia. A Ultrafarma promete reforçar a plataforma online, oferecendo entregas rápidas para a Grande São Paulo e frete em prazos convencionais para outras regiões do país, ampliando o alcance nacional da marca.
CENÁRIO JURÍDICO
A alteração na condução dos negócios ocorre em meio a um contexto de instabilidade judicial envolvendo o proprietário e principal rosto da empresa, Sidney Oliveira. Há cerca de seis meses, o empresário foi preso no âmbito da Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo.
INVESTIGAÇÃO
De acordo com as apurações, a operação investigou um suposto esquema bilionário de pagamento de propinas e liberação irregular de créditos de ICMS, que teria contado com a participação de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda paulista para beneficiar grandes empresas do varejo.
DESDOBRAMENTOS
O Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos apontou que o esquema facilitava ressarcimentos indevidos de tributos em favor da rede farmacêutica e de outras companhias. Apesar das acusações e da prisão inicial, Sidney Oliveira e outros executivos investigados foram liberados posteriormente e respondem ao processo em liberdade.